Política

Juiz determina bloqueio de bens de vereadores por enriquecimento ilícito

Até bois estão indisponibilizados por desvio de R$ 500 mil

Evelin Cáceres Publicado em 15/10/2015, às 20h42

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Até bois estão indisponibilizados por desvio de R$ 500 mil

O juiz substituto André Luiz Monteiro, da comarca de Corumbá, determinou nesta quarta-feira (14) o bloqueio de carros, imóveis, contas, bois e até mesmo embarcações de dez vereadores e ex-vereadores de Ladário, distante 444 quilômetros de Campo Grande, denunciados por enriquecimento ilícito à Justiça pelo MPE (Ministério Público do Estado).

Na decisão, o juiz concede 15 dias para que os vereadores apresentem suas defesas. O MPE denunciou os parlamentares e ex-vereadores por improbidade administrativa por suposto esquema de viagens inventadas para recebimento de diárias em quase R$ 500 mil distribuídos entre eles.

O valor foi gasto somente entre 2011 e 2013 e os parlamentares extrapolaram, segundo o Ministério Público, as diárias de R$ 980 para viagens no Estado e R$ 1.250 para viagens fora.

Muitos viajaram durante o recesso legislativo, usando o dinheiro público para férias particulares. Segundo a ação, Emerson Valle Petzold usou R$ 39.950, Fábio Peixoto de Araújo Gomes gastou R$ 20.785, Paulo Henrique de Araújo Chaves usou R$ 67.124, Helder Naule Paes dos Santos Botelho gastou R$ 35.940, Mauro Botelho Rocha usou R$ 81.252, Mirian de Oliveira R$ R$ 35.772, Munir Sadeq Ramunieh R$ 34.929, Osvalmir Nunes da Silva R$ 47.729, Iranil de Lima Soares R$ 85.556 e Delari Maria Bottega Ebeling R$ 48.471.

Nos requerimentos de diárias não consta especificação dos motivos das viagens e todos eles utilizaram o mesmo texto para receberem o benefício. Também não foram informados quais os motivos das diárias e objetivos dos deslocamentos.

Iranil de Lima Soares e Mauro Botelho Rocha, que ocuparam o cargo de presidente da Câmara, assinam em benefício próprio pelas diárias destinadas a eles. 

Jornal Midiamax