Política

Greve de professores virou ato político e palanque da oposição, diz secretário

Prefeitura reclama da condução do movimento e garante que férias não serão afetadas

Midiamax Publicado em 17/06/2015, às 14h48

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Prefeitura reclama da condução do movimento e garante que férias não serão afetadas

O comando de greve dos professores de Campo Grande está usando vereadores da oposição para transformar o movimento em ato político, analisam membros da administração municipal. Vendo a paralisação enfraquecer a cada dia, a categoria conta com a artilharia de opositores para minar as tentativas de acordo, por parte do Executivo, avaliam o secretário municipal interino de Educação, Wilson do Prado, e o líder do prefeito na Câmara Municipal, Edil Albuquerque (PMDB).

“A ACP (Sindicato Campo-Grandense dos Profissionais da Educação Pública) pega a proposta, rejeita e vai para a Câmara atrás da oposição. Não tem outra conotação a não ser a política”, diz Prado. Segundo ele, é direito dos professores fazerem greve, assim como é dever da Prefeitura seguir as regras financeiras – referindo-se aos limites de gastos com pessoal previstos na LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal).

Na visão do líder do prefeito Gilmar Olarte (PP) na Câmara, é legítimo que os professores contem com apoio da casa na campanha salarial. “O que não pode é a oposição usar isso como palanque eleitoral”, diz Edil.

Além dos discursos inflamados durante as sessões, diante de um plenário lotado de grevistas, vereadores da oposição são vistos praticamente em todas as assembleias do sindicato grevista. “Querem pressionar pela Comissão Processante (pedido de abertura contra o prefeito, em trâmite na Câmara), enquanto não votar, os professores não terminam a greve, é isso que a gente percebe”, emenda o secretário interino.

Edil defende que, até agora, a Prefeitura tem dado prioridade à negociação com os professores. Prado, por sua vez, garante que a lei do piso salarial da categoria já vem sendo cumprida, ao passo que as contas municipais não fecham para atender, ao mesmo tempo, LRF e os 13,01% de reajuste reivindicado.

Tem férias

Somente nesta semana, 11 escolas municipais voltaram às aulas. O próprio ACP acusou o golpe, mas mantém-se intransigente na exigência dos 13,01% de reajuste salarial.

Prado garante que a greve não afetará a folga dos estudantes. “Os alunos não vão ficar sem férias”, diz o secretário, explicando que levantamento sobre o número de convocados deve ser concluído no fim do mês e, além disso, é preciso o fim da greve para ser elaborado calendário de reposição.

A última proposta feita pelo Poder Público, na semana passada, é de pagar parcelado até dezembro reajuste de 8,5%. O sindicato rejeitou e, na terça-feira (16), o Executivo avisou que novos números só serão apresentados após estudo financeiro em execução – a Prefeitura vê onde pode cortar gastos para elevar o índice oferecido: “eles só aceitam 13% e isso não é proposta, é endurecer”, finaliza Prado.

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