Política

Fracasso de Arroyo no TCE mexe com sonhos de vereadores e deputado

Veto a Arroyo pode beneficiar um deputado e dois vereadores  

Midiamax Publicado em 18/01/2015, às 10h09

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Veto a Arroyo pode beneficiar um deputado e dois vereadores

As frequentes derrotas do deputado Antônio Carlos Arroyo (PR), na tentativa de conseguir uma vaga no Tribunal de Contas do Estado (TCE), está mexendo com os sonhos de vereadores e deputados. Isso porque mantido o veto a Arroyo, surgem novos beneficiados com o cobiçado cargo.

O deputado estadual Flávio Kayatt (PSDB) é o mais cotado para assumir a vaga, caso Arroyo seja cortado. Se isso acontecer, o vereador Herculano Borges (SD) e a vereadora Juliana Zorzo (PSC) serão os principais beneficiados.

A dança das cadeiras acontece porque a ida de Flávio Kayatt para o TCE garantiria a vaga de deputado a Herculano Borges, que por sua vez deixaria a vaga na Câmara para Juliana Zorzo, que é suplente dele.

A possibilidade é grande diante das freqüentes derrotas de Arroyo na Justiça. Até agora ele não conseguiu liminar para derrubar a decisão de suspender, até o julgamento final no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, a indicação dele. Até o prefeito Gilmar Olarte (PP) já trabalha com a possibilidade.

Diante de freqüentes boatos de que Juliana Zorzo sairá da presidência da Fundação de Cultura, o prefeito disse que ela só sairá se for para voltar à Câmara de Campo Grande. Isso poderia acontecer se ela fosse contemplada com a dança das cadeiras com a ida de Kayatt. Também há outra possibilidade remota, como a ida de um vereador para alguma secretaria.

Polêmica

Arroyo foi indicado ao cargo pelo ex-governador André Puccinelli (PMDB), mas teve o processo contestado pelos conselheiros, que avisaram a Assembleia da suspeita de irregularidades, mas não foram ouvidos.

Indignados, os conselheiros entraram com ação judicial pedindo a anulação da aposentadoria de  José Ricardo Pereira Cabral. Eles alegam que o conselheiro desrespeitou trâmites legais quando assinou a própria aposentadoria, o que acabou beneficiando Arroyo.

O grupo ligado ao deputado temia que a escolha ficasse para Reinaldo Azambuja, o que poderia inviabilizar sua indicação, já que a vaga é de indicação do governo. Se Arroyo perder a disputa judicial, caberá a Azambuja fazer a indicação.

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