Política

Executivo é criticado e vereadores cobram números para entender crise na Prefeitura

Presidente da Casa engrossou o tom e pediu para secretários irem à Casa de Leis

Midiamax Publicado em 07/04/2015, às 16h00

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Presidente da Casa engrossou o tom e pediu para secretários irem à Casa de Leis

O presidente da Câmara Municipal de Campo Grande, Mario Cesar (PMDB), pediu que a Comissão Permanente de Finanças e Orçamento da Casa de Leis convide o secretário da Seplanfic (Secretaria Municipal de Planejamento, Finanças e Controle) André Luiz Scaff e o titular da Semad (Secretaria Municipal de Administração), Wilson do Prado para expor aos edis a real situação financeira da Prefeitura.

Mario Cesar teceu duras críticas ao Executivo na sessão desta terça-feira (7) logo depois de o representante dos técnicos de radiologia, Adão Julio da Silva ocupar a tribuna para apresentar reivindicações da categoria. De acordo com Adão a Prefeitura não poderá atender aos pedidos por causa do momento de ‘crise’.

“Estamos preocupados com Campo Grande. A cidade está parada há dois anos e meio. Peço que a comissão convide os secretários para sabermos sobre a real situação financeira de Campo Grande”, disse. A reunião, de acordo com o vereador, deve ainda colocar os vereadores a par os gastos de Executivo e o atual índice da LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal) nas finanças de Campo Grande.

“Dia 15 vence o prazo da LDO vamos falar com os secretários para antever problemas”, completou Mario.

O vereador Eduardo Romero (PTdoB) endossou o pedido de reunião com os secretário e disse que é preciso entender os motivos que levam o Executivo a sempre dizer que “está no vermelho”.

O recente corte feito nos plantões de servidores da Sesau (Secretaria de Saúde Pública Municipal), feito para aliviar a folha de pagamento da Prefeitura, também foi questionado pela petista Thais Helena. A vereadora disse, por sua vez, que é preciso entender qual a profundidade da crise financeira do Executivo e o motivo de, apesar dos cortes feitos na Saúde, se ver constantemente nomeações com altos salários no Diário Oficial de Campo Grande.

“Se a receita diminui as despesas devem diminuir também. Mas o Diogrande traz sempre nomeações. Qual o motivo de tantas nomeações? Não tem obra e nem programas importantes nesta gestão”, esbravejou.

A desatualização do Portal da Transparência, canal que deveria constar todas as movimentações da Prefeitura, também foi questionado pela vereadora peemedebista Carla Stephanini. “A administração pública nos deve neste momento explicações. O portal da transparência está desatualizado desde dezembro”, observou.

Indagada sobre a satisfação do PMDB com o trabalho do Executivo, tendo em vista que a sigla é uma das apoiadoras de Olarte na Casa de Leis, Carla sintetizou e respondeu apenas que “Campo Grande merece mais”.

Scaff, do setor de finanças, chegou a explicar ao Midiamax que somente a os gastos da Sesau e da Semed (Secretaria Municipal de Educação) consumiram 76% da folha de pagamento do município, por isto seria necessário fazer ‘adequações’, principalmente na Saúde. Além de enxugar a folha, o secretario comentou ainda que um dos motivos que abalou a situação econômica da Prefeitura foi a diminuição do índice do ICMS (Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços) repassado ao município pelo governo do Estado. 

Jornal Midiamax