Política

Entre os 26 denunciados por fraude no caso Gisa há servidores e empresas

Servidores afirmam que apenas davam orientação técnica à implantação do sistema 

Ludyney Moura Publicado em 26/02/2015, às 23h00 - Atualizado em 13/07/2020, às 10h52

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Servidores afirmam que apenas davam orientação técnica à implantação do sistema 

Esta semana o MPF (Ministério Público Federal) ajuizou duas ações contra 26 pessoas por irregularidades no processo licitatório que culminou na contratação, pela Prefeitura de Campo Grande, do consórcio Telemidia Technology, incluindo os secretários de saúde, Luiz Henrique Mandetta e Leandro Mazina, e o ex-prefeito Nelsinho Trad.

Na lista de réus proposta pelo MPF estão servidores públicos designados pelo então chefe da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde), Mazina, para comporem o Grupo Gestor do Projeto de Desenvolvimento e Implantação do Sistema de Gestão Integrada da Saúde – GISA, conforme publicação do Diogrande (Diário Oficial de Campo Grande) do dia 20 de julho de 2011.

O grupo era coordenado por Maria Cristina Abrão Nachif, e tinha como responsável pela área médica, o atual chefe do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), Eduardo Cury.

“Existem duas situação (no caso Gisa). Lamentavelmente o MPF confundiu funcionários (da prefeitura) que eram obrigados a trabalhar tecnicamente para desenvolver o sistema, e os gestores responsáveis por contratar, pagar e comprar”, afirmou Cury.

O médico afirmou que assim como outros servidores também citados na ação do Ministério Público, está ‘chateado’ pela forma como a ação foi conduzida. “Coisas parecem que são feitas para afastar pessoas corretas do mundo político”, disparou.

Ainda segundo o coordenador do Samu, ele procurou o MPF para ter informações sobre sua citação no processo, e foi informado de que nos próximos 30 dias será notificado para prestar esclarecimentos à justiça.

O MPF ajuizou ações de improbidade administrativa por fraudes na implantação do Gisa, depois que apurou ilegalidade na licitação do software e na execução do serviço, por parte da empresa vencedora do certame.

De acordo com o Ministério Público, se condenados, os acusados – além do ressarcimento integral do prejuízo aos cofres públicos (o sistema custou quase R$ 10 milhões) e do pagamento de indenização moral por valor equivalente aos danos causados – podem perder a função pública, ter direitos políticos suspensos e ficar proibidos de contratar com o poder público ou de receber benefícios.

Confira a lista dos denunciados pelo MPF:

Nelson Trad Filho, Luiz Henrique Mandetta, Leandro Mazina Martins, Bertholdo Figueiró Filho, João Mitumaca Yamaura, Mara Iza Arteman, Adilson Rodrigues Soares, Suelen Aguena Sales Lapa, Naim Alfredo Beydoun, Telemidia & technology international comercio e servicos de tecnologia ltda, Avansys tecnologia ltda, Estrela marinha informatica ltda, Alert servicos de licenciamento de sistemas de informatica para a saude ltda., Beydoun international administracao, participacao e investimentos ltda., Maria Cristina Abrão Nachif, Luciano de Barros Mandetta, Luzia Severino da Silva Alencar, Maria Estela da Silva Couto Salomão, José Eduardo Cury, Humberto Kawahata Barreto, Rogério Amado Barzellay, Luiz Fernando Dias Corazza, Gislayne Budib Poleto, Cristiane Pina Pedroso Amorim, Maria Flordelici Ferreira, e Geralda Verônica Benites Albuquerque. 

Jornal Midiamax