Política

Deputado petista ‘estranha’ rapidez na soltura de Edson Giroto

Deputado criticou postura diferente do Judiciário

Midiamax Publicado em 11/11/2015, às 11h37

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Deputado criticou postura diferente do Judiciário

O deputado estadual Amarildo Cruz (PT) disse 'estranhar' a soltura do ex-deputado federal Edson Giroto (PR), que aconteceu menos de 24 horas depois da prisão. Ele foi preso na terça-feira (10), a pedido da Força Tarefa do MPE (Ministério Público Estadual de Mato Grosso do Sul). O petista criticou postura de 'dois pesos, duas medidas', em virtude de, em alguns casos, a Justiça manter uma pessoa presa por ser ligada a um partido 'A', enquanto o judiciário 'age de maneira diferente' com relação a outro político ligado a outra sigla, cita.

“Quando se trata do partido A, a apuração é extremamente rigorosa, tem que gente que está presa até hoje, sob denúncia de irregularidade, sem comprovação, mas está preso por ser de determinado partido”, disse. Sobre a prisão de Giroto, Amarildo foi cauteloso e disse 'não conhecer o processo', mas cita que irregularidades foram constatadas pela Operação Lama Asfáltica.

Além de Giroto, a adjunta na secretaria de Obras de André Puccinelli (PMDB), Maria Wilma Casanova, saiu da cadeia na noite de ontem, pouco mais de 12 horas após a prisão. O advogado da dupla, Valeriano Fontoura, explicou que o pedido teve como base o fato de não ter fundamento, segundo a defesa, uma prisão temporária apenas para ouvir os investigados. “Não se prende para ouvir. Eles prestaram depoimentos durante todo período de investigação", justificou.

Para o deputado, o judiciário precisa 'fazer seu papel' e dar respostas a sociedade na altura do que ela espera. “Porque não é possível que apareça uma série de irregularidade e depois parece que nada aconteceu. Corre-se o risco de haver descrédito no judiciário também, não só na classe política”, disse.

Jornal Midiamax