Política

Delcídio já negocia delação premiada e teria que mirar Planalto, diz revista

Senador está preso em Brasília

Midiamax Publicado em 27/11/2015, às 19h02

None
delcidio.jpg

Senador está preso em Brasília

O senador pelo PT de Mato Grosso do Sul Delcídio do Amaral, preso desde terça-feira pela Polícia Federal, acusado de tentar obstruir as investigações da Operação Lava Jato, já está negociando acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República. A informação foi divulgada pelo blog Expressão, da revista Época.

Desde que o senador foi preso, começaram a circular rumore, em notícias da imprensa nacional, de que ele pode aceitar colaborar com as investigações, ironicamente depois de ser preso sob a acusação de tentar atrapalhar o trabalho do Ministério Público na apuração de corrupção na Petrobras.

De acordo com a informação divulgada pela Época, o acordo só será aceito se Delcídio aceitar “atirar para cima”, ou seja, se tiver informações que revelem o que o País todo quer saber: se há envolvimento direto da presidente Dilma Roussef e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no esquema que sangrou a estatal milionária.

A hipótese de que Delcídio faça o acordo ficou ainda mais forte depois de declarações atribuídas ao ex-presidente Lula, que teria dito, durante um encontro na CUT (Central Única dos Trabalhadores), em São Paulo, que o senador petista teve comportamento de “imbecil”, de “idiota”, ao tentar interferir para evitar que o ex-diretor da Petrobras, Nestor Cerveró, fizesse acordo para revelar as informações que tem sobre o escândalo.

Segundo a Globo News divulgou hoje, Delcídio ficou 'descontrolado' ao saber da suposta fala de Lula, negada pelo Instituto que o ex-presidente mantém, e chegou a interromper seu depoimento à Polícia Federal ontem, depois disso.

O senador permanece preso em Brasília e sua defesa não citou ainda essa possibilidade de acordo de delação premiada. Os advogados afirmam que estão avaliando se vão entrar com pedido de habeas corpus para tentar liberar o petista, que teve a prisão decretada pelo STF (Supremo Tribunal Federal) e confirmada em votação do senado, pelo placar de 59 a 3.

A reportagem do Jornal Midiamax tentou contato tanto com o advogado de Delcídio, Maurício Leite, quanto com a assessoria de imprensa, mas os telefones não atendem.

Jornal Midiamax