Política

Comissão de Ética recebe representação contra vereadora Luíza Ribeiro

Ela prestou depoimento polêmico ao Gaeco

Jessica Benitez Publicado em 09/11/2015, às 21h21

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Ela prestou depoimento polêmico ao Gaeco

O vereador Carlos Borges (PSB) e representantes de oito partidos na Câmara Municipal protocolaram na Comissão de Ética pedido para que a vereadora Luíza Ribeiro (PPS) seja inquirida sobre seu depoimento ao Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) no qual cita haver 'mensalinho' para legisladores. Na ocasião ela mesma disse não ter provas do fato. Depois de ouvi-la a comissão deve elaborar parecer podendo aplicar advertências que chegam até à cassação de mandato por quebra de decoro parlamentar.

Segundo Carlão a intenção não é crucificá-la e sim saber mais informações sobre a acusação. “Eu encabecei o pedido, mas não tenho nada contra a pessoa da Luíza. Só que ela tem que provar o que disse. Quem recebeu? Quem pagou? É muito grave e se não tem fundamento caracteriza quebra de decoro”, avaliou. O proponente disse, ainda, que se o depoimento da colega não for suficiente para esclarecer os fatos, ele ou o PSB entrará com processo por danos morais.

“Ela disse que os 28 vereadores (sem contá-la) recebiam o tal do mensalinho. Eu estou entre eles porque cumpro mandato, então foi danos morais. Nós temos que ter responsabilidade no que falamos, somos pessoas públicos, somos de um poder e ela manchou justamente esse poder que garante a democracia”.

No começo de outubro um vídeo com o depoimento de Luíza foi divulgado e causou furor na Casa de Leis. Ela procurou espontaneamente o Gaeco para dar declarações com intuito de nexá-lo à Operação Coffee Break que investiga suposta compra de votos dos vereadores para cassar o prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal (PP), em março de 2014.

Em depoimento de mais de 30 minutos, ela disse não ter provas e mesmo assim acusou os colegas de receberem propina desde a gestão do ex-prefeito da Capital e ex-governador do Estado, André Puccinelli (PMDB), passando pela administração de Nelsinho Trad (PMDB) e chegando a Gilmar Olarte (PP). Além disso, ainda sem ter como provar, tem quase certeza de que a compra de votos para cassação realmente ocorreu.

Depois que as acusações vieram à tona o clima na Câmara ficou péssimo e se agravou ainda mais quando dois policiais armados e à paisana, foram à sessão ordinária supostamente para garantir a segurança de Luíza. O episódio levou Bernal a dar explicações aos parlamentares que chegaram a registrar Boletim de Ocorrência para documentar o ocorrido.

O presidente regional do PPS e secretário de Estado de Cultura, Athayde Nery, segundo Carlão, diz não saber dos fatos. Ele foi vereador no mandato passado e, teoricamente, as denúncias também o atingem. “O Athayde disse que nunca viu isso. O Alex do PT depôs logo depois dela e falou que não poderia ser leviano em fazer essas afirmações”, contou. 

Jornal Midiamax