Política

Com ‘excesso de testemunhas’, comissão dá mais tempo para vereadores

Afastamento de vereadores será analisado em 2016

Evelin Cáceres Publicado em 11/11/2015, às 14h28

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Afastamento de vereadores será analisado em 2016

Presidente da Comissão de Ética, o vereador João Rocha (PSDB) disse nesta quarta-feira (11) que os oito parlamentares que enviaram a defesa contra o afastamento do cargo de vereador da Câmara de Campo Grande após depoimento ao Gaeco arrolaram, em média, oito testemunhas.

Segundo regimento interno da Casa, nesses casos, o máximo permitido são três pessoas. Com isso, a Comissão deve estender o prazo para a próxima quarta-feira (18), para que os parlamentares escolham as testemunhas.

A prorrogação do prazo fará com que os trabalhos da Comissão só sejam finalizados em 2016. Mas no primeiro semestre, garante João Rocha. “Na quarta, definiremos o calendário para as oitivas, mas a decisão sobre o afastamento deve ficar para o ano que vem”.

A Comissão também enviou ofício ao MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) para pedir informações sobre os vereadores ouvidos. “Pedimos para que o Ministério nos envie o que eles entenderem como pertinente para o trabalho da Comissão”.

O Gaeco ouviu nove vereadores. Além de Mario Cesar (PMDB), já afastado a pedido do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul por ser o presidente da Câmara, respondem as investigações.

Paulo Siufi (PMDB), Edil Albuquerque (PMDB), Dr. Jamal (PR), Carlão (PSB), Edson Shimabukuro (PTB), Gilmar da Cruz (PRB), Chocolate (PP) e Airton Saraiva (DEM) são investigados na Operação Coffee Break por suposto esquema, envolvendo dinheiro e troca de cargos, para cassar o ex-prefeito, Alcides Bernal (PP).

São membros da Comissão os vereadores Vanderlei Cabeludo (PMDB), Ayrton Araújo (PT), Herculano Borges (SD) e Chiquinho Telles (PSD).

Jornal Midiamax