Política

Capital terá novo chefe do Legislativo e Olarte no banco dos réus nesta sexta

Operações mexem com a política em Campo Grande

Midiamax Publicado em 27/11/2015, às 09h58

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Operações mexem com a política em Campo Grande

O dia está movimentado em Campo Grande. Na Câmara, a Operação Coffee Break derrubou o presidente e os vereadores escolhem outro às 9 horas da manhã desta sexta-feira (27). Já no Tribunal de Justiça, no mesmo horário, o vice-prefeito afastado, Gilmar Olarte (PP), começa a responder processo por lavagem de dinheiro e corrupção passiva.

As mudanças na política de Mato Grosso do Sul tiveram como personagem central as operações policiais. Mario Cesar (PMDB) foi afastado da Câmara por três meses e só conseguiu voltar ao posto de vereador depois que renunciou ao cargo. Ele e Olarte foram afastados na Operação Coffee Break, sob suspeita de terem articulado a cassação de Alcides Bernal (PP), tendo como atrativo o oferecimento de vantagem a vereadores.

Gilmar Olarte continua afastado por conta da Coffee Break, mas é outra operação que coloca ele no banco dos réus. O prefeito começa a ser julgado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, mas na Operação ADNA, mesmo nome da igreja que ele presidia no Mato Grosso do Sul, a Assembleia de Deus Nova Aliança.

Olarte é suspeito de ter, ao lado de dois aliados, emprestado cheques de terceiros em troca de vantagens futuras, já no comando da Prefeitura de Campo Grande. Há suspeitas do Ministério Público Estadual de que o dinheiro serviria para custear a cassação de Alcides Bernal da Prefeitura de Campo Grande.

Este é apenas o início da longa batalha judicial que vereadores e o vice-prefeito devem enfrentar. Nove parlamentares, Olarte e empreiteiros também podem responder por crimes na Coffee Break.

O Gaeco investiga os vereadores Mario Cesar, Paulo Siufi (PMDB), Edil Albuquerque (PMDB), Airton Saraiva (DEM), Jamal (PR), Gilmar da Cruz (PRB), Carlão (PSB), Chocolate (PTB) e Edson Shimabukuro (PTB); os empreiteiros João Amorim e João Baird, o ex-chefe do IMTI, Fabiano Portela, e Olarte. A expectativa é de que o Gaeco conclua as investigações neste mês e ofereça a denúncia no começo de dezembro. 

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