Política

Câmara perdeu a chance de fazer ‘reforma política de verdade’, criticam deputados

Para parlamentares, reforma deixou a desejar

Midiamax Publicado em 12/06/2015, às 11h44

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Para parlamentares, reforma deixou a desejar

A reforma política que foi aprovada na Câmara dos Deputados não agradou os parlamentares de Mato Grosso do Sul. Para os deputados estaduais, os itens aprovados pouco acarretarão de mudança no sistema eleitoral e alguns dos principais pontos foram mantidos.

Os parlamentares afirmam que a Câmara dos Deputados perdeu a oportunidade de fazer uma reforma de ‘verdade’. “É uma reforma parcial. Esperava mais”, disse o deputado Prof. Rinaldo Modesto (PSDB).

É o caso, por exemplo, da manutenção do sistema de votação proporcional, no lugar do ‘distritão’, no qual os mais votados seriam eleitos. Este ponto é para os deputados estaduais um dos principais de serem revistos. “Não vi reforma, vi mentira e corporativismo. Reforma seria não poder 32 partidos”, afirma o deputado Zé Teixeira.

Outro item aprovado que gerou reclamação foi a rejeição da emenda que previa a coincidência das eleições municipais e gerais. Por 225 votos a 220, o Plenário rejeitou a proposta e decidiu manter o sistema atual. “Unificação das eleições seria fundamental, infelizmente não passou”, disse o deputado Márcio Fernandes (PTdoB).

A Câmara também manteve a obrigatoriedade do voto e a permissão de doação de empresas privadas a partidos políticos. “Que reforma? Até agora não vi, o que está aí não é reforma”, criticou o deputado Cabo Almi (PT). “Os deputados federais perderam a grande oportunidade de fazer uma grande reforma. Pouca coisa mudou”, emenda Paulo Corrêa (PR).

Entretanto, os deputados concordaram com a aprovação do fim da reeleição para cargos do executivo, além dos mandatos de cinco anos, no lugar dos atuais quatro anos. “Acho que vai mudar muito pouco, fiquei frustrado”, também opina Eduardo Rocha, líder do PMDB na Assembleia.

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