Política

Caciques do PMDB querem romper com Olarte, mas Mario Cesar desconversa

Mario Cesar defende isenção para que depois não digam que o PMDB mudou o caminho

Midiamax Publicado em 24/02/2015, às 11h27

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Mario Cesar defende isenção para que depois não digam que o PMDB mudou o caminho

O presidente da Câmara, Mario Cesar (PMDB), diz que não é contra a orientação de lideranças do PMDB para o partido romper com Gilomar Olarte (PP), mas desconversa sobre o rompimento. Em reunião do diretório estadual, peemedebistas como Carlos Marun e Eduardo Rocha defenderam o afastamento imediato da gestão municipal em Campo Grande.

Segundo Mario Cesar, isso já aconteceria, ‘visto que o partido é da base de Olarte, mas não é responsável pela gestão’. “O PMDB nunca esteve próximo. Não tem nada na administração do Gilmar. Tem alguma coisa individual, com o Edil (Edil Albuquerque) por conta da Sedesc e mais nada. Dizer esta ou aquela pasta é do PMDB… Nunca tivemos, desde o início”, argumenta.

Segundo o presidente da Câmara, ‘há uma diferença entre ser da base e fazer parte da administração’. Para esclarecer, ele usa até o PSDB como exemplo. Os tucanos indicaram a secretária de Educação e, segundo ele, com a indicação o partido não tem como se distanciar da culpa pela falta de manutenção dos Centros de Educação Infantis, por exemplo, que estão com mato invadindo o prédio.

“Não somos responsáveis pelo que ele faz ou deixa de fazer”, afirmou. Sobre a polêmica entre estar ou não próximo ao prefeito, o vereador avalia que a isenção é a melhor saída, para que depois não digam que o partido trocou de caminho.

O vereador entende que cabe apenas ao prefeito colocar as coisas nos trilhos e fazer uma gestão que dê resultado. “Campo Grande vai querer alguém que de resultado. Primeiro tem que pensar em gestão, em fazer o feijão com o arroz. Ai as pessoas por si só vão agregando valor. Se não faz algo que de resultado eficiente, as pessoas vão procurar outro caminho”, ponderou.

Na avaliação de Mario Cesar o prefeito tem que se preocupar em fazer uma boa gestão e não em ter como foco os partidos que vão ou não estar com ele na próxima eleição. “Se eleitor estiver satisfeito, pode juntar quantos partidos, que ele vai se reeleger. Agora, se não estiver, ai não se reelege”, concluiu.

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