Política

Briga entre Bernal e vereadores deve favorecer população com IPTU 2016

Rivalidade deve barrar reajustes

Midiamax Publicado em 04/11/2015, às 09h50

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Rivalidade deve barrar reajustes

A população e os próprios envolvidos insistem em dizer que a briga entre Alcides Bernal (PP) e os vereadores só trazem prejuízo para Campo Grande. Porém, mesmo com tantas reclamações, o clima de guerra é constante. Contudo, pelo menos desta vez, mesmo sem querer, a briga vai, finalmente, ajudar a população.

Bernal está pensando em reajustar o IPTU em até 20%, mas só quatro, dos 29 vereadores, estão na base de sustentação dele, o que lhe impossibilitará de emplacar este tributo. Os vereadores, que ano passado, na gestão de Gilmar Olarte (PP), aprovaram IPTU de mais de 12,78%, agora não pretendem ajudar Bernal, o que aliviará o bolso do contribuinte.

 O vereador Paulo Siufi (PMDB) foi o primeiro a avisar ontem, durante sessão na Câmara, que Bernal não contará com o voto dele para reajustar o IPTU. O discurso é o mesmo de outros colegas da oposição, como Airton Saraiva (DEM), que não é radical a ponto de falar que não vai aprovar nenhum reajuste, mas diz que diante da crise o máximo que dá para fazer é a reposição da inflação.

O vereador Chiquinho Telles (PSD) saiu da sessão no ano passado para não aprovar o reajuste de 12,78%, da gestão de Olarte, e também não pretende votar a favor de reajuste de IPTU, ainda que seja apenas para reposição de inflação.

“A população não entende nem a reposição de inflação. Onde foi parar o dinheiro do IPTU do ano passado? Quando era vereador o Bernal sempre votou contra qualquer imposto para a população. Eu faço o mesmo. Vou seguir a mesma linha. Como vou justificar o aumento de um imposto que não chega para a população?”, questionou.

A vereadora Luiza Ribeiro (PPS), uma das poucas na base de Bernal, também não demonstra interesse em aprovar um reajuste muito grande. Ela defende que a Câmara adote apenas o IPCA-E de outubro do ano passado até setembro deste ano.

“A crise é da sociedade e não só dos governo. Não pode ter como solução a majoração da alíquota. O momento é de cuidar melhor das despesas e não de descontar no bolso do contribuinte”, declarou.

Bernal alega que a proposta de 20% é necessária para tirar a cidade da crise. “Realmente precisa de reajuste, precisa de dinheiro e muito. Porque eles deixaram crise econômica terrível. Há necessidade de ajustes e a pedida é de 20%”, disse ontem.

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