Política

Assembleia promete para quarta que vem decisão sobre CPI do Genocídio

Requerimento será analisado pela CCJ

Midiamax Publicado em 08/10/2015, às 15h22

None
kemp_0810_ml.jpg

Requerimento será analisado pela CCJ

O pedido de abertura da CPI do Genocídio, apresentado à casa para funcionar paralelamente à CPI do Cimi, aberta dias antes, deve ser analisado até a próxima quarta-feira (14) pela Assembleia Legislativa. O requerimento foi encaminhado à da CCJ (Comissão de Constituição, Justiça e Redação) nesta quinta-feira (8), segundo o presidente do parlamento, deputado estadual Junior Mochi (PMDB).

“Esta CPI é para trazer à tona o que nunca foi mostrado. Há provas e elementos para apresentar toda a violação e perseguição sobre as comunidades e lideranças. Temos que colocar atrás das grades estes criminosos”, diz Lindomar Terena, liderança indígena que acompanhava os trabalhos na Assembleia, nesta quinta.

Um dos defensores da CPI do Genocídio, o deputado estadual Pedro Kemp (PT) criticou a CPI do Cimi, da qual é integrante. Na visão dele, a primeira comissão sobre questões indígenas foi aberta para “desviar o foco das demarcações e incriminar o Cimi (Conselho Indigenista Missionário, instituição ligada à Igreja Católica)”.

“O ideal seria que a discussão fosse na esfera federal, porque o assunto é de competência da União”, analisou Rinaldo Modesto (PSDB), líder do governo, dizendo que “índio sofre de um lado e produtor do outro” diante da falta de soluções, mas que as CPIs darão a oportunidade de analisar todos os lados da questão. O tucano também criticou o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo: “a palavra dele e nada é a mesma coisa”.

A criação da CPI do Genocídio depende de oficialização por parte da Assembleia Legislativa. O requerimento com as assinaturas necessárias foi apresentado por Kemp na quarta (7).

O deputado petista também aproveitou para criticar a colega Mara Caseiro (PTdoB), autora do requerimento da CPI do Cimi e, atualmente, responsável por discursos considerados questionáveis sobre o conflito entre índios e fazendeiros. “A gente respeita a posição de todos os deputados, mas o que ela tem feito é acirrar ainda mais, o que não contribui em nada”.

Jornal Midiamax