Política

Após prisão, PR nacional tira Edson Giroto do comando do partido em MS

Londres Machado retorna ao comando da sigla

Jessica Benitez Publicado em 11/11/2015, às 18h22

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Londres Machado retorna ao comando da sigla

O ex-deputado federal e ex-secretário Estadual de Obras, Edson Giroto, foi destituído da presidência regional do Partido da República, segundo informou a executiva nacional por meio da assessoria de imprensa. Ele foi substituído pelo ex-deputado estadual Londres Machado que ocupou o cargo por anos.

Ainda segundo informações de Brasília, um ofício foi enviado da Capital Federal ao diretório regional antes da soltura de Giroto comunicando a decisão. Ele foi preso na manhã desta terça-feira (10) junto a outras oito pessoas, incluindo o empreiteiro João Amorim proprietário da Proteco Construções. O integrante do PR já foi solto.

Os mandados foram expedidos devido a força-tarefa, desdobramento da Operação Lama Asfáltica que no dia 9 de julho deste ano cumpriu busca e apreensão na casa do ex-secretário.

À época ele perdeu cargo de assessor especial no Ministério dos Transportes ao qual tomou posse meses antes. Mesmo depois que a investigação veio à tona o PR seguiu trabalhando com o nome de Giroto para disputar a Prefeitura de Campo Grande no ano que vem.

Tanto que por meio do Facebook ele mostrava rotina de fotos nas ruas, conversando com populares e trabalhadores. Agora o projeto está ameaçado, embora a executiva nacional ainda não tenha se manifestado sobre o assunto. O MPE (Ministério Público Estadual) instaurou procedimento investigatório sobre desvio de verbas públicas que, segundo estimativas iniciais, teria ocasionado prejuízo de R$ 2,9 milhões ao erário.

A verba foi usada para o pagamento de obras não executadas em estradas estaduais. Conforme assessoria do órgão, mais detalhes sobre a apuração não serão divulgados respeitando o sigilo, bem como a intimidade dos envolvidos. Também estão encarcerados Maria Wilma Casanova Rosa, Rômulo Tadeu Menossi, Wilson Cabral Tavares e Wilson Roberto Mariano de Oliveira. A secretária de Amorim, Elza Cristina Araújo dos Santos cumpre prisão domiciliar por estar em gravidez de risco.

Jornal Midiamax