Política

Após ameaça de veto, Bernal afirma que reajuste do IPTU não será prejudicial

Prefeito, porém, não definiu valor de reajuste 

Heloísa Lazarini Publicado em 08/10/2015, às 21h28

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Prefeito, porém, não definiu valor de reajuste 

Depois da negativa dos vereadores de Campo Grande em aprovar eventual projeto de reajuste do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano), o prefeito Alcides Bernal anunciou que vai trabalhar para que o reajuste seja menor possível.

Após reunião com representantes da ACP (Sindicato Campo-Grandense dos Profissionais da Educação), nesta quinta-feira (8) no Paço Municipal, Bernal disse que ainda não tem valor definido de reajuste, mas garantiu que o aumento não deverá sacrificar contribuintes.

O prefeito, no entanto, não comentou as declarações dos vereadores que na manhã desta quinta-feira (9) criticaram iniciativa da Prefeitura de aumentar imposto e sinalizaram possibilidade de vetar projeto assim que for apresentado na Câmara.

Para vereador Edil Albuquerque (PMDB), Bernal deve buscar outras formas de aumentar receita. O parlamentar alertou que o aumento pode surtir efetio contrário e diminuir arrecadação. “Esse aumento, na verdade, iria resultar na queda de arrecadação. Muitas pessoas que pagam seus impostos não teriam mais condições, o que aumentaria a inadimplência”, disse Edil. 

Bernal não especificou percentual de reajuste, mas ratificou que projeto para aumento será enviado à Câmara, porém não será abusivo. “Não temos valor definido, mas estamos trabalhando para não sacrificar o campo-grandense. Devemos aplicar aumento que prejudique menos possível”, disse Bernal.

No início deste ano, os vereadores da Capital conseguiram frear reajuste de IPTU, proposto pelo então prefeito Gilmar Olarte, que enviou à Casa de Leis projeto prevendo elevação de 32%, porém, foi aprovado 13,58%.

Jornal Midiamax