Política

Após 78 dias, vereadores decidem votar comissão processante na terça-feira

Vereadores devem votar pela insaturação na próxima semana

Evelin Cáceres Publicado em 06/08/2015, às 13h38

None
camara.jpg

Vereadores devem votar pela insaturação na próxima semana

Os vereadores da Câmara de Campo Grande chegaram a um consenso, após 78 dias de tramitação na Casa, e devem votar a Comissão Processante na próxima terça-feira (11). A votação, que ficaria para o fim do primeiro semestre legislativo, foi adiada. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (6) por alguns dos vereadores.

Presidente da Casa, Mário César (PMDB) teria reunido os vereadores para definir a data. Ele deve fazer o anúncio oficial ainda durante a sessão desta quinta.

A Câmara tem que fazer a convocação dos suplentes para votação 24 horas antes da sessão. O último vereador a contribuir para jogar a processante para escanteio no semestre passado foi o presidente da Comissão Processante, vereador Airton Saraiva (DEM), que não convocou a reunião necessária. Cabe a ele convocar uma reunião da CCJ para receber parecer do vereador Paulo Pedra (PDT), outro responsável pela protelação.

Pedra e a oposição pediram redução do quorum necessário para abertura de uma Comissão Processante na Câmara de Campo Grande, de 20 para 15 votos. A procuradoria jurídica negou, mas Pedra pediu para o caso ir para CCJ. Percebendo que a maioria dos vereadores não concordaria, Pedra pediu vistas e conseguiu protelar ainda mais o pedido, que também ficou adormecido 10 dias com Saraiva, antes de apresentar parecer.

Foram tantos capítulos que poucos acreditam que ela decole na Câmara. O próprio Pedra acha difícil que consiga 20 votos para que a Comissão contra Gilmar Olarte aconteça.

Votos

Se for contar apenas os vereadores que têm cargos na Prefeitura, o prefeito já está bem perto de fechar esta fatura: Edil Albuquerque (PMDB), Paulo Siufi (PMDB), Airton Saraiva (DEM), Delei Pinheiro (PSD), Coringa (PSD) e João Rocha (PSDB). O grupo, de seis vereadores, soma-se a Dr. Loester (PMDB), que só está na Câmara graças a Olarte, que convocou Jamal para Secretaria de Saúde, e Magali Picarelli (PMDB), que sempre vota com o prefeito e vive promovendo eventos com Andréia Olarte.

Com oito votos, Olarte precisa contar com apenas dois dos vários outros que se consideram da base: Herculano Borges (SD), Edson Shimabukuro (PTB), Flávio Cesar (PTdoB), Otávio Trad (PTdoB), Carlão (PSB), Francisco Saci (PRTB), Vanderlei Cabeludo (PMDB), Betinho (PRB) e Gilmar da Cruz (PRB).

A oposição espera o voto de Paulo Pedra (PDT), Cazuza (PP), José Chadid (sem partido), Carla Stephanini (PMDB), Eduardo Romero (PTdoB), Ayrton do PT e dos três suplentes que também votarão: Aldo Donizete (PPS), Roberto Durães (PT) e Élbio Santos (PT). Nesta conta, Olarte tem oito e a oposição nove, mas com uma diferença gritante. O prefeito precisa de apenas mais 2 e a oposição de 11 dos 12 indefinidos.

Jornal Midiamax