Política

Aliados de Puccinelli vêem ‘erros de interpretação’ em auditoria do governo

Parlamentares prometem resposta oficial a relatório

Midiamax Publicado em 09/04/2015, às 16h10

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Parlamentares prometem resposta oficial a relatório

Deputados estaduais ligados ao ex-governador André Puccinelli (PMDB) vêem possíveis “erros de interpretação” em relatório do atual governo, do PSDB, sobre a herança deixada pelo antecessor no Executivo. Os parlamentares reuniram-se na manhã desta quinta-feira (9) com o peemedebista e prometem emitir outra versão sobre o assunto.

Os números do atual governo foram divulgados na terça-feira (7). Segundo o governador, Reinaldo Azambuja (PSDB), o rombo nos cofres públicos deixado por Puccinelli chega a R$ 450 milhões, incluindo contas não pagas ou obras inacabadas.

No escritório de Puccinelli, no centro de Campo Grande, Márcio Fernandes (PTdoB), Lídio Lopes (PEN), Antonieta Amorim (PMDB), Eduardo Rocha (PMDB) e Renato Câmara (PMDB) recebeu explicações detalhadas sobre cada problema apontado, segundo Fernandes.

Agora, diz o deputado, o grupo aguarda cópia da auditoria do governo para elaborar uma resposta oficial. O documento foi solicitado por Rocha ao chefe da Casa Civil, Sérgio de Paula, ainda conforme informou Fernandes durante a sessão desta quinta.

O parlamentar avalia que “muitas coisas (apontadas no relatório do governo tucano) sejam erros de interpretação”. Puccinelli, diz ele, apresentou documentos contrapondo os dados da auditoria.

Fernandes disse que Puccinelli citou como exemplo o não pagamento de valores referentes aos empréstimos consignados dos servidores, da ordem de R$ 143 milhões. O governo tem até o dia 21 de janeiro do próximo ano para fazer este pagamento e isso foi feito, teria dito o chefe peemedebista aos deputados.

Puccinelli também falou aos aliados sobre as obras do Aquário do Pantanal, a mais cara de sua gestão e também submetida a auditoria, ainda em andamento. Disse ter nota de “cada prego investido lá”.

Os parlamentares ligados ao ex-governador devem encaminhar um ‘contrarrelatório’ ao governo rebatendo o resultado da auditoria. A data para tal não foi informada por Fernandes, pois depende do acesso do grupo ao conteúdo produzido pelo atual governo.

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