Política

Afastamento de Mario e Olarte chega a 2 meses com investigação em curso

Gaeco está encerrando processo que pode pedir cassações

Midiamax Publicado em 27/10/2015, às 09h54

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Gaeco está encerrando processo que pode pedir cassações

O vice-prefeito Gilmar Olarte (PP) e o presidente da Câmara, Mario Cesar, já estão afastados dos cargos há dois meses. Este também é o tempo que o Gaeco investiga e deixa em suspense outros oito vereadores, que não chegaram a ser detidos, mas figuram como investigados: Edil Albuquerque (PMDB), Paulo Siufi (PMDB), Airton Saraiva (DEM), Jamal (PR), Chocolate (PP), Carlão (PSB), Edson Shimabukuro (PTB) e Gilmar da Cruz (PRB).

Durante a investigação da Coffee Break, o Gaeco chegou a solicitar o afastamento de outros 17 vereadores que votaram a favor da cassação de Alcides Bernal (PP), mas teve o pedido negado pelo desembargador Luiz Claudio Bonassini. O desembargador autorizou apenas a prisão temporária de Gilmar Olarte e do empreiteiro João Amorin.

Os dois meses de investigação foram intensos para a Câmara, que convive com o fantasma do afastamento e da cassação desde o início da atual legislatura. Em três anos a Câmara já teve um prefeito cassado pela primeira vez em Campo Grande, mas que acabou retornando ao cargo, vice-prefeito Olarte e presidente da Câmara, Mario Cesar, afastados e Alceu Bueno renunciando ao cargo após suspeita de ter relação sexual com menores.

Desde que a operação começou os demais vereadores temem novas investidas do Gaeco, que chegou a deter nove parlamentares no início dos trabalhos. Os pedidos de afastamentos de 17 deixaram o clima ainda mais pesado na Câmara e ninguém sabe onde tudo vai terminar.

Na semana passada o vereador Jamal tentou colocar mais fogo no caso, acusando Bernal de ter oferecido dinheiro em troca da permanência no cargo. Ele foi convocado pelo Gaeco para depor, mas não conseguiu provar nada do que tinha dito.

Com base na declaração de Jamal, o vereador Edil Albuquerque chegou a solicitar apreensão dos celulares de todos os vereadores que votaram na cassação, mas o pedido ficou inócuo diante da falta de provas. Sem a comprovação de Jamal, o Gaeco está encerrando a investigação com análise de mensagens nos 17 celulares apreendidos. Estas mensagens serão comparadas com as escutas feitas nos telefones e com dados bancários e fiscais, que investigam suposta compra de voto ou troca de vantagens para votar a favor da cassação.

A Coffee Break também forçou a Câmara a investigar vereadores. Eles montaram uma comissão de ética, que analisa a conduta dos nove vereadores citados pelo Gaeco. Ontem eles apresentaram a defesa à comissão, que agora faz a análise e convoca oitivas, se julgar necessário. Após isso, a comissão faz o relatório final, absolvendo ou solicitando afastamento ou cassação dos mandatos, que também precisará passar por votação dos vereadores. 

Jornal Midiamax