Políticos estão preocupados com investigações pedidas pela Procuradoria-Geral da República

Enquanto o STF (Supremo Tribunal Federal) não define sobre o pedido de abertura  de 28 inquéritos para investigar 54 políticos citados durante a operação Lava-Jato da Polícia Federal como supostos beneficiários do esquema de corrupção da Petrobras, alguns dos prováveis citados já começam a articular sua defesa.

É o caso do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que segundo algumas agências de notícias já estaria articulando a contratação do ex-procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza.

Souza foi o responsável por tornar réus ao menos 40 acusados no caso do Mensalão, e já teria aceito defender Cunha no processo que sequer foi aberto no STF.

O deputado carioca, assim como o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), estariam na lista de 54 políticos que o atual procurador-geral da República, Rodrigo Janot, solicitou investigações junto ao STF.

Na lista estariam outros políticos de peso, como deputados federais, senadores e ex-ministros, de partidos como o PT, PSDB, PMDB, PP e PTB, todos citados por delatores do esquema conhecido como ‘petrolão’.

Janot solicitou ao relator do caso no Supremo, ministro Teori Zavascki, a quebra de sigilo dos pedidos de investigação, tornando público os nomes de quem teria se beneficiado do dinheiro desviado da Petrobras. O STF ainda não decidiu se acata o pedido do procurador