Política

Com lideranças divididas, PMDB pode oferecer palanque vazio a Campos

O PMDB em Mato Grosso do Sul dará palanque ao presidenciável Eduardo Campos, mas o pré-candidato do PSB poderá encontrar o espaço esvaziado no Estado. Às vésperas de encontro intrapartidário na Capital, lideranças peemedebistas estão divididas. A certeza do apoio partidário a Campos, bem como o racha vivido no partido, vem até do presidente regional […]

Arquivo Publicado em 04/06/2014, às 15h32

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O PMDB em Mato Grosso do Sul dará palanque ao presidenciável Eduardo Campos, mas o pré-candidato do PSB poderá encontrar o espaço esvaziado no Estado. Às vésperas de encontro intrapartidário na Capital, lideranças peemedebistas estão divididas.

A certeza do apoio partidário a Campos, bem como o racha vivido no partido, vem até do presidente regional do PMDB, deputado estadual Junior Mochi. “O PMDB vai oferecer palanque para ele (Eduardo Campos) em Mato Grosso do Sul. Agora, quem vai estar no palanque é outra coisa”, resumiu o parlamentar, na manhã desta quarta-feira (4).

O encontro intrapartidário está marcado para quinta-feira (5), com a presença de Campos e de lideranças nacionais do PMDB que não apóiam a reeleição de Dilma Rousseff (PT). O pré-candidato peemedebista ao governo do Estado, Nelsinho Trad, foi o primeiro a encampar o apoio local ao pré-candidato do PSB, mas vê muitos correligionários com peso político penderem ao discurso dilmista.

O governador do Estado, André Puccinelli, é um deles. E, com ele, traz outras lideranças, como o presidente da Câmara Municipal de Campo Grande, Mario Cesar, e o também vereador Vanderlei Cabeludo. O deputado estadual Jerson Domingos, chefe da Assembleia Legislativa, é outra referência do PMDB ao lado dos petistas.

Mochi, representando o partido, diz que o objetivo é trabalhar para unir os correligionários até a campanha. Para o PSB, tirar apoios regionais do PMDB da base de Dilma é estratégico, daí a vantagem, em nível nacional, ao atrair a turma de Nelsinho, como já fez com peemedebistas em outros estados.

No discurso peemedebista a ideia é minimizar o racha. Segundo Mochi, as “lideranças isoladas que não apoiam Nelsinho não representam nem 10% do partido, e os demais estão empenhados” no projeto do ex-prefeito da Capital. Puccinelli também diz que o fato de ele apoiar Dilma não racha o PMDB.



Jornal Midiamax