Política

Vereadora cobra de CPI investigar aplicação de R$ 242,7 milhões na gestão de Nelsinho

Na sessão desta quinta-feira (7), a vereadora Luiza Ribeiro (PPS) solicitou à CPI do Hospital Universitário e Hospital do Câncer, instaurada na Câmara Municipal, que investigue o recebimento de repasses do SUS, que totalizaram R$ 242,7 milhões, e que não foram auditados pela administração municipal na gestão anterior. Luiza que foi a primeira a propor […]

Arquivo Publicado em 08/11/2013, às 10h50 - Atualizado em 13/07/2020, às 10h51

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Na sessão desta quinta-feira (7), a vereadora Luiza Ribeiro (PPS) solicitou à CPI do Hospital Universitário e Hospital do Câncer, instaurada na Câmara Municipal, que investigue o recebimento de repasses do SUS, que totalizaram R$ 242,7 milhões, e que não foram auditados pela administração municipal na gestão anterior.

Luiza que foi a primeira a propor a criação da CPI solicitou a Secretaria Municipal de Saúde cópia do relatório da Sindicância que aponta a falta de profissionais especializados para a fiscalização da aplicação dos recursos.

“O relatório demonstra que não havia controle dos recursos do SUS, e a CPI precisa analisar esta situação já que no executivo municipal das gestões anteriores a Câmara deixou de cumprir seu papel de fiscalizar a aplicação dos recursos aprovando a cada quadrimestre relatórios as escuras”, argumenta a vereadora.

Nos últimos oitos anos foram repassados pelos SUS aos hospitais de Campo Grande, R$ 1.269.272.591,31 sendo que a Santa Casa foi a maior beneficiada com cerca de R$ 750 milhões em repasses, seguido do Hospital Regional com R$ 160 milhões, o HU com R$ 151 milhões, HC R$ 91,7 milhões, Maternidade Cândido Mariano R$ 65 milhões e o Hospital São Julião com R$ 51,6 milhões.

Outra irregularidade apontada pelo Tribunal de Contas da União está no repasse de recursos do SUS para clínicas particulares como a Neorad, do ex-diretor do HC Adalberto Siufi, para prestar serviços médicos, medida irregular já que o HC era o responsável pela prestação do serviço.

Além disso, o TCU classificou como reprovável a conduta dos ex-secretários de Saúde Luiz Henrique Mandetta e Leandro Mazina já que foram encontrados problemas como improbidade administrativa e descumprimentos de leis e normas durante a passagem dos dois pela secretaria.

“Não estamos falando da contratação de micro empresas em caráter de emergência, estamos falando de milhões de reais que deveriam ter sido aplicados para salvar vidas e por algum motivo, foram, no mínimo, mal geridos pelo poder público. Por isso, é de extrema importância que a CPI investigue os gestores responsáveis”, finalizou a vereadora.

Polêmica

Investigação da Polícia Federal (PF), Ministério Público e Controladoria-Geral da União (CGU) demonstram irregularidades no Hospital do Câncer (HC) e Hospital Universitário (HU), em Campo Grande.

As denuncias vieram a tona na operação Sangue Frio, em 19 de março e entre os investigados estão os médicos José Carlos Dorsa Vieira Pontes, ex-diretor do HU da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, e Adalberto Siufi, ex-diretor do HC.

As gravações da policia mostram, por exemplo, cobrança de sessões de quimioterapia em pacientes que já tinham morrido cobrança por tratamento contra o câncer que nunca foi realizado e o fechamento do setor de radioterapia de um hospital público para beneficiar clínicas particulares.

Jornal Midiamax