Política

Vereador tucano é vaiado e presidente da Câmara suspende sessão; veja vídeo

A sessão da Câmara de Vereadores desta manhã (26), para definir a abertura de uma CPI que vai investigar o desvio de verba pública do setor de saúde de Campo Grande foi interrompida novamente, em meio a indignação de membros de entidades ligadas à saúde e estudantes, que lotaram a Casa. Os novos protestos aconteceram […]

Arquivo Publicado em 26/03/2013, às 14h40 - Atualizado em 13/07/2020, às 10h46

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A sessão da Câmara de Vereadores desta manhã (26), para definir a abertura de uma CPI que vai investigar o desvio de verba pública do setor de saúde de Campo Grande foi interrompida novamente, em meio a indignação de membros de entidades ligadas à saúde e estudantes, que lotaram a Casa.


Os novos protestos aconteceram quando o vereador João Rocha (PSDB), líder do partido na Câmara, sugeriu que a CPI fosse substituída pela criação de uma Comissão especial da Casa para prosseguir com as investigações.


Os presentes começaram vaiar o vereador, em meio a gritos de “Oligarquia! Oligarquia!”. O presidente da Câmara, vereador Mário César (PMDB), suspendeu a sessão. João Rocha se aproximou da população e precisou ser afastado por vereadores da turma do deixa disso, já que os ânimos dos presentes estava alterado. “Vocês usaram dinheiro da saúde para bancar campanha!”, gritavam.

Antes, a sessão havia sido suspensa por mais de meia hora, após os vereadores se reunirem a portas fechadas. A pausa já tinha deixado os presentes descontentes. 


Um dos manifestantes que puxaram o coro, o empresário Carlos Alexandre, está convicto de que a CPI não vai sair do papel. “É uma caixa-preta. Os vereadores que não querem essa CPI jamais vão permitir uma investigação, porque de certo estão envolvidos nisso até o pescoço”, acredita.


O engenheiro civil Elias Atala ironizou o fato da comissão estar sujeita a aprovação da oposição. Ele lembrou que boa parte dos vereadores que hoje integram a oposição eram base de sustentação de Nelsinho Trad (PMDB) e, de certa maneira, estão comprometidos. Ele lembrou que nos últimos anos a Saúde de Campo Grande foi comandada por Luiz Henrique Mandetta (DEM), primo, e Leandro Mazina, cunhado de Nelsinho Trad.  “Durante anos a saúde de Campo Grande foi designada a esta família”, observou.

Jornal Midiamax