Política

Bernal critica inocência de vereadores que satisfazem interesses de terceiros

O prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal (PP), criticou a imaturidade de alguns vereadores que, segundo ele, não conseguem se proteger das influências de terceiros. O prefeito entende, que por ser marinheiro de primeira viagem, alguns vereadores acabam embarcando em ideias que satisfazem interesses, principalmente, de empresários. “Muitos acham que ganham incentivando desprepa...

Arquivo Publicado em 13/02/2013, às 12h35

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O prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal (PP), criticou a imaturidade de alguns vereadores que, segundo ele, não conseguem se proteger das influências de terceiros. O prefeito entende, que por ser marinheiro de primeira viagem, alguns vereadores acabam embarcando em ideias que satisfazem interesses, principalmente, de empresários.

“Muitos acham que ganham incentivando despreparados a fazer mandato para satisfazer interesse econômico e financeiro deles. Lá na Câmara tem muitos que vão atender a interesses de terceiros, mas também têm bons vereadores, que trabalham para o bem da população”, analisou.

O prefeito avaliou como desagradável a atitude de políticos que estão mais interessados em resolver problemas pessoais do que pensar no interesse público. Porém, garantiu que está preparado para o embate. “Não tenho dificuldade para dialogar. Vou fazer um esforço para ter maioria. Mas, não vou me submeter a interesse público ou particular de um ou outro”.

Bernal sugere que o Ministério Público acompanhe de perto o trabalho dos vereadores, para que sejam atendidos os interesses do povo e não de terceiros. Apesar das barreiras, ele se mostra tranquilo, já que acredita que o povo está acompanhando o trabalho dele de perto.

Vereadores que integraram a base de sustentação dos prefeitos do PMDB, Nelsinho Trad e André Puccinelli, usam o próprio Ministério Público para justificar a oposição a Bernal. Eles alegam que o Ministério Público cobrará deles o exercício do mandato, que é fiscalizar o Executivo.

O Ministério Público foi usado, inclusive, para justificar a redução do poder de Bernal no que se refere à suplementação. Nelsinho tinha liberdade para mudar até 30% do orçamento em despesas não computadas ou insuficientemente dotadas na Lei Orçamentária Anual (LOA). Já Bernal pode mudar apenas 5%. O percentual, comparado ao atual orçamento, de R$ 2,7 bilhões, representa R$ 780 milhões que Nelsinho tinha direito, contra R$ 130 milhões para Bernal.

Jornal Midiamax