Política

Justiça Eleitoral consegue notificar Puccinelli em evento com o ministro da Saúde

Ele foi avisado oficialmente sobre ação por abuso de poder por conta de vídeo, que indica coação de servidores para votar nos candidatos governistas em Campo Grande

Arquivo Publicado em 30/08/2012, às 13h55

None
651302587.jpg

Ele foi avisado oficialmente sobre ação por abuso de poder por conta de vídeo, que indica coação de servidores para votar nos candidatos governistas em Campo Grande

A Justiça conseguiu, na manhã desta quinta-feira (30), notificar o governador André Puccinelli (PMDB) sobre ação por abuso de poder por conta de vídeo, publicado pelo Midiamax, que indica coação de servidores para votar nos candidatos governistas. O aviso ocorreu em evento público com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha (PT-SP), em hotel de Campo Grande.

O governador foi abordado logo ao chegar ao encontro por um oficial de Justiça e assinou o documento. Antes, entretanto, ele se negou a assinar a notificação, mas acabou mudando de ideia após o oficial informar que iria avisar a Justiça da negativa do governador.

Indagado sobre o teor do texto, ele demonstrou irritação e afirmou só dar entrevista no final do evento. A reportagem, no entanto, estava próxima de Puccinelli e viu o despacho da juíza Denize Dódero Rodrigues, que analisa a ação por abuso de poder.

Pouco depois, já na mesa das autoridades, o governador disse que não leu a notificação. “Eu não li, mas tenho a contraprova”, disse. Ao lado do ministro, ele ainda fez questão de mostrar tranqüilidade. “Não devo nada a ninguém”, comentou.

Na terça-feira (28), o advogado Lincon Ben Hur, da coligação “A Força da Gente”, do candidato Alcides Bernal (PP), adiantou a decisão da juíza de notificar Puccinelli. Ele, porém, assinou nesta manhã dois avisos. O outro, segundo o advogado Júnior Riskallah, é referente à AIJE (Ação de Investigação Judicial Eleitoral) da coligação “Novo Tempo”, do candidato Reinaldo Azambuja (PSDB).

As duas ações pedem a apuração de crime de abuso de poder por coação de servidores para votar nos candidatos governistas na eleição em Campo Grande. Além do governador, estão na mira da Justiça o candidato a prefeito Edson Giroto (PMDB) e seu vice, Dagoberto Nogueira (PDT), por serem beneficiários diretos da atitude de Puccinelli.

Nos processos, as coligações pedem a inegibilidade de Puccinelli, Giroto e Dagoberto por oito anos e a cassação do registro da candidatura dos dois. Segundo Riskallah, Puccinelli tem cinco dias para responder à notificação.

Jornal Midiamax