Maia, que encabeça a chapa “Gestão e Produção”, teve 280 votos contra 187 de Zeito, candidato de oposição que teria apoio do governador André Puccinelli (PMDB).

O produtor rural Francisco Maia é o novo presidente da Acrissul (Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul). Em eleição realizada nesta segunda-feira (08) no Tatersal de Elite 1 do Parque de Exposições Laucídio Coelho, em Campo Grande, a chapa “Gestão e Produção”, encabeçada por Chico, desbancou a “Força do Agronegócio”, liderada pelo candidato de oposição José Lemos Monteiro, o Zeito. Maia teve 280 votos contra 187 de Zeito. Quatro associados anularam o voto.

Maia, que presidia a entidade até o mês de junho, licenciou-se do cargo e deu lugar a Jonathan Barbosa, pois, segundo ele, a decisão que adiou a eleição da Associação – antes marcada para o dia 7 de junho-, o forçaria a ficar em um ‘mandato-tampão’.

“Agora é festa. Quero agradecer a todos os companheiros e vamos continuar com o trabalho que já é feito”, festejou Maia logo após o anúncio da vitória.

Hoje, dois pedidos de impugnação feitos por Zeito atrasaram o início da eleição. O candidato exigia ver a lista de associados inadimplentes, porém, segundo o presidente da Comissão Eleitoral, Antonio Malvazo de Moura, a entidade pode apenas exibir a relação dos adimplentes. Por regra, a lista dos inadimplentes não pode ser fornecida. Dos cerca de 800 associados, apenas os que estivessem em dia com a entidade teriam direito a voto.

Maia já era apontado como favorito durante as pesquisas e defende maior independência da classe produtora com relação ao poder público, cobrando do Governo do Estado explicações sobre temas como a aplicação do dinheiro do Fundersul (saiba mais em notícias relacionadas, logo abaixo).

Durante sua campanha, Zeito preferiu não se manifestar sobre os assuntos polêmicos, evitando atritos com o governador André Puccinelli (PMDB). Apesar disso, deixou transparecer seu apoio ao senador Antônio Russo (PR), acusado de ‘calote’ e que assumiu o senado após Marisa Serrano (PSDB) ocupar a vaga de conselheira do TCE (Tribunal de Contas do Estado), fato que irritou parte da classe produtora.

“Perder infelizmente não é a coisa mais agradável”, lamentou o oposicionista.