Política

Juiz ouve testemunhas do caso do vereador assassinado numa emboscada em Campo Grande

Oito testemunhas prestam depoimentos nesta tarde acerca do caso do assassinato do presidente da Câmara dos Vereadores da cidade de Alcinópolis, Carlos Antônio Carneiro, crime ocorrido em outubro do ano passado. Três envolvidos na morte foram detidos, resta agora saber quem mandou matar o parlamentar. Há indícios de o crime ter motivação política. A audiência […]

Arquivo Publicado em 08/02/2011, às 17h31

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Oito testemunhas prestam depoimentos nesta tarde acerca do caso do assassinato do presidente da Câmara dos Vereadores da cidade de Alcinópolis, Carlos Antônio Carneiro, crime ocorrido em outubro do ano passado. Três envolvidos na morte foram detidos, resta agora saber quem mandou matar o parlamentar. Há indícios de o crime ter motivação política.

A audiência acontece na 2ª Vara do Tribunal do Júri, em Campo Grande, e os depoimentos têm sido conduzidos pelo juiz Aluizio Pereira dos Santos.

Sete das testemunhas são de defesa e uma de acusação.

A expectativa dos parentes do vereador é que alguma testemunha revele o nome do mandante do crime. Esta é a segunda audiência que debate o crime.

“A investigação está indo bem, confio na Justiça”, disse Nara Simone Silva Carneira, 38, que viveu casada 19 anos com o vereador assassinado.

Já a pai do parlamentar, Alcino Carneiro, mostrou-se mais emotivo: “já se foram cem dias [do crime] e a imagem que vem é a do meu filho com um buraco na cabeça. Acho que eles [acusados detidos] não disseram quem mandou matar meu filho até agora porque as famílias deles têm recebido muito dinheiro”, protestou Carneiro, um dos fundadores e vice-prefeito da cidade.

O advogado José Roberto Rodrigues da Rosa, que defende dois dos três detidos disse que não há mandantes do crime.

O vereador foi assassinado perto das 13 horas do dia 26 de outubro do ano passado. Ele tinha ido ao encontro de uma pessoa até agora não identificada em um hotel de Campo Grande, situado na avenida Afonso Pena.

Ao descer do carro ele foi abortado por um dos envolvidos, que logo disparou os tiros que o mataram no local. Ao que tudo indica, o vereador caiu numa emboscada.

Assim que fugiram numa motocicleta, Aparecido Souza Fernandes e Irineu Maciel foram detidos por dois policiais que passavam na área.

A dupla revelou à polícia que o contratante do crime seria Valdemir Vansan, cunhado de Irineu. Ele também está detido. O trio foi indiciado por homicídio qualificado.

Aparecido Souza, o atirador, disse que havia sido pago para matar o vereador. Antes de outubro, o criminoso disse ter ido até a cidade de Alcinópólis, mas desistiu de praticar o crime lá por achar o município “isolado, distante” demais.

O prefeito da cidade de Alcinópolis, Manoel Nunes da Silva, do PR, apareceu durante as investigações como suposto mandante, mas ele negou em depoimento.

O advogado de acusação, Ricardo Trad, acha improvável que os indiciados sejam ouvidos hoje e que o caso seja concluído até abril. Ele crê que o nome do mandante do crime seja revelado até lá.


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Jornal Midiamax