Política

Após dizer que ‘apoia’ escolha de Arroyo para o TCE, Puccinelli se reúne com Marisa

É confuso do começo ao fim o processo de escolha do novo conselheiro ou conselheira do TCE; o governador já disse que aprova nomeação de Arroyo, mas em outras ocasiões mencionou preferência por senadora

Arquivo Publicado em 14/05/2011, às 18h50

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É confuso do começo ao fim o processo de escolha do novo conselheiro ou conselheira do TCE; o governador já disse que aprova nomeação de Arroyo, mas em outras ocasiões mencionou preferência por senadora

Após declarar apoio ao deputado estadual Antônio Carlos Arroyo (PR), o governador André Puccinelli (PMDB) se reuniu ontem (13) com a senadora Marisa Serrano (PSDB) em Jardim, cidade distante 239 km de Campo Grande. A informação foi confirmada pelo deputado estadual Márcio Monteiro (PSDB).


Informações extra-oficiais revelam que o teor principal da conversa entre as duas lideranças era sobre a possibilidade de Marisa ocupar a vaga deixada por Celina Jallad no Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul (TCE). Celina morreu no mês passado vítima de aneurisma abdominal.


No entanto, o deputado Marcio Monteiro disse que a conversa só ficou em torno de investimentos para a região de Jardim, como projetos ligados à políticas pública.


“Não conversamos nada relacionado ao TCE durante a reunião”, despistou o parlamentar.


Ontem, o governador, apontado até por parceiros políticos como maior articulador da ida de Marisa ao TCE-MS, surpreendeu dizendo agora que vai “se meter na disputa” para garantir que o suplente de deputado Youssif Domingos (PMDB) assuma uma cadeira na Assembleia.


Para Youssif ser reconduzido a Assembleia um deputado da coligação “Amor Trabalho e Fé”, teria que deixar a cadeira na Casa de Leis.


Youssif, que atua hoje como uma espécie de assessor especial do governo do Estado, seria hoje favorecido numa só condição: se o deputado estadual Antônio Carlos Arroyo, do PR, for o escolhido conselheiro do TCE.


Puccinelli disse que não se meteu na disputa ainda, mas pretende se meter. “Por enquanto ainda não me meti, mas vou me meter, é lógico. Porque o ônus ou o bônus da indicação vai ser meu. Já me dão esse ônus ou bônus”, afirmou o governador.


A nomeação do novo ou nova conselheira do TCE é assim definida: a Assembleia Legistiva é quem define a eleição por meio de votação secreta. Daí, é com o governador, que acata ou não a decisão.  


Curiosamente, a senadora durante a convenção do PSDB, realizada neste sábado na Assembleia Legislativa de Campo Grande disse que não estava preocupada com a declaração feita por André, que teria oferecido apoio a Arroyo.


Ela disse ainda que a decisão é dos deputados e que o processo de escolha não estava tendo interferência para a decisão da vaga. A senador revelou ainda que encarava a ida para o TCE como um “desafio” e que gosta de “desafios”.


Jornal Midiamax