Política

Com medo, prefeito de Alcinópolis não comparece a velório de vereador assassinado em Campo Grande

Manoel Nunes (PR) confirmou não compareceu ao velório do vereador Antônio Carlos Carneiro, morto a tiros em Campo Grande. O funeral parou Alcinópolis.

Arquivo Publicado em 27/10/2010, às 20h45

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Manoel Nunes (PR) confirmou não compareceu ao velório do vereador Antônio Carlos Carneiro, morto a tiros em Campo Grande. O funeral parou Alcinópolis.

O prefeito de Alcinópolis, Manoel Nunes (PR), confirmou que não comparecerá ao velório do vereador Antônio Carlos Carneiro, assassinado ontem em Campo Grande, alegando que “teme por sua integridade física”. O corpo está sendo velado na casa da família desde as 5h da manhã desta quarta-feira e deve ser sepultado as 19h no cemitério municipal.

Manoel Nunes disse que procurou espontaneamente o delegado Bruno Urban, que é lotado em Coxim, mas esteve em Alcinópolis ontem com a função de acompanhar o caso, para prestar depoimento. “Procurei porque muita gente tem feito comentários me apontando como mandante ou que tenho envolvimento no assassinato. Como não devo nada, procurei o delegado”, disse.

O prefeito ainda garantiu que não saiu da cidade, conforme chegou a ser cogitado, e que não está foragido. “Tem gente até dizendo que fugi pra Mato Grosso, mas estou na cidade, na zona urbana. Eu bem que gostaria de ir ao velório, é vontade minha, mas temo até receber ameaças”, finalizou.

O crime

Carlos Antônio Carneiro foi assassinado por volta das 13h de ontem nas proximidades do Hotel Vale Verde. Ele foi atingido por tiros e morreu no local. Segundo a polícia, dois agentes da Delegacia Geral De Polícia Civil (DGPC) perceberam a movimentação do pistoleiro Ireneu Maciel, o vaca magra, e o seguiram. Ele acabou preso com seu comparsa Aparecido de Souza Fernandes, que pilotava a motocicleta que daria fuga à dupla.

Ao que tudo indica o vereador foi vítim de uma emboscada, pois chegou ao hotel e disse que alguém (nome não revelado) o esperava para almoçar. Carlos Antônio foi informado que no local ninguém o esperava e que ali não servia almoço. Ao sair ele recebeu uma ligação no celular e instantes depois foi morto ainda na frente do hotel.

Jornal Midiamax