Polícia / Trânsito

Acidentes de motos aumentam a cada ano e geram altos custos para os cofres públicos

O número de acidentes com motos vem aumentando a cada ano, gerando altos custos para os cofres públicos. Afinal, os motociclistas acidentados levam em média três vezes mais tempo internados do que outras vítimas de acidentes de trânsito. Somente no ano de 2009, segundo dado mais recente do Datasus (Sistema de Informações do SUS – […]

Arquivo Publicado em 30/11/2011, às 14h11

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O número de acidentes com motos vem aumentando a cada ano, gerando altos custos para os cofres públicos. Afinal, os motociclistas acidentados levam em média três vezes mais tempo internados do que outras vítimas de acidentes de trânsito.


Somente no ano de 2009, segundo dado mais recente do Datasus (Sistema de Informações do SUS – Sistema Único de Saúde), 218 pessoas morreram em hospitais do Mato Grosso do Sul depois de se acidentarem com motocicletas.


Os dados colocam os acidentes com motos como um grave problema de saúde pública. Quem já sofreu um acidente e precisou, muitas vezes, ficar dias ou até semanas internado não tem a noção exata de quanto seu tratamento custa para o Estado.


A jornalista Laura Holsback, 25 anos, sabe que sua recuperação custou caro para o Estado. Ela estima que a cirurgia que fez no fêmur e joelho deve ter saído por cerca de R$ 20 mil ao SUS. Só ela já gastou cerca de R$ 3 mil com medicação e fisioterapia.


Acidentada a cerca de 10 meses, ela conta ainda que ficou 17 dias internada e 8 meses sem andar. Acostumada com a correria da profissão, a jornalista teve que ficar em casa ‘quieta’ para poder se recuperar.


Passado o período sem andar, o mais difícil, ficou um mês de muletas e há poucos dias está andando sem auxílio, devagar.


Como lição, ela diz que nunca mais vai andar de moto, nem na garupa.


Já o analista de sistema Carlos Alberto Silva dos Santos, 34 anos, diz que não tem a mínima ideia de quanto sua recuperação custou ao estado. “Não tenho a mínima idéia de quanto o governo gastou comigo, mas acho que não foi pouco”, diz.


Três meses de molho, sem poder trabalhar, Carlos que na época não tinha carteira assinada, conta que pode ter tranqüilidade para sua recuperação, porque tinha o apoio da família.


Já Samuel Pastore Coelho, 25 anos, empresário, que ficou um mês parado por causa de um acidente com moto, lembra que não foi fácil ter que trabalhar ainda em recuperação. Por ser dono do próprio negócio precisou voltar ao trabalho, mesmo de cadeiras de rodas. “Era difícil porque eu não podia pisar, a locomoção com a cadeira era mais complicada”.


Conforme dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), um paciente vítima de acidente de moto custa, em média, R$ 152 mil aos cofres públicos, só na rede hospitalar.


Já o custo social de cada um desses pacientes é de, em média, R$ 952 mil aos cofres públicos, o que envolve atendimento pré-hospitalar, hospital, licença, aposentadoria, entre outros.

Segundo pesquisa da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC), uma diária em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) pode chegar facilmente a R$ 2 mil, somente com uso de medicamentos. Segundo o estudo, o custo de antibióticos para tratar infecções ósseas, principalmente em casos de fraturas expostas, pode chegar a R$ 500,00 a dose. Aplicados de seis em seis horas, como é previsto, seu custo diário chegaria a R$ 2 mil.

Observando os dados, fica claro que qualquer caso mais grave de acidente com moto não sai barato nem para o estado, nem para a vítima.


Anuário de Segurança Pública


Os dados do Anuário Brasileiro de Segurança Púbica, divulgados na semana passada, revelam que o número de mortos em acidentes de transito chega a 274 em 2010, número um pouco menor que no anterior quando 288 pessoas morreram em MS.


Do total de mortos em 2010, 246 morreram por acidentes provocados por má direção e foram classificados como homicídio culposo de trânsito, os ouros 28 foram classificados por mortes de acidentes no trânsito.

Jornal Midiamax