O principal suspeito pelo assassinato do engenheiro agrônomo Elói Brussamerello, de 65 anos, foi localizado e detido em uma rodovia brasileira, mas não pode ser preso por causa de um erro no sistema judiciário do Paraguai. Essa é a segunda vez que é liberado depois do crime.
O promotor de justiça de Pedro Juan Caballero, Rodrigo Espínola, emitiu um mandado internacional de busca contra Padilha na sexta-feira (21).
No entanto, até a tarde de sábado (22), o documento ainda não havia sido registrado no sistema da Interpol, impedindo sua inclusão na lista de procurados.
Na manhã deste sábado (22), o suspeito novamente foi detido pela PRF (Polícia Rodoviária Federal) em Jataí (GO) enquanto viajava com a família em direção ao estado do Pará.
No entanto, como não havia nenhuma acusação formal registrada contra ele, os policiais tiveram que liberá-lo após ser ouvido em uma delegacia local. O teor do depoimento não foi divulgado.
Caso os agentes da PRF tivessem mantido o suspeito preso sem um mandado oficial, poderiam ser processados por abuso de poder, cárcere privado e outros crimes, além de estarem sujeitos a sanções administrativas e até perda da função pública.
Saiba como aconteceu o crime
O engenheiro agrônomo Elói Brussamerello, de 65 anos, desapareceu na última quarta-feira em Ponta Porã. A caminhonete que ele dirigia foi encontrada totalmente carbonizada em uma área rural de Pedro Juan Caballero, no Paraguai.
Na sexta-feira pela manhã, o corpo do engenheiro agrônomo foi enterrado em uma cova rasa no município de Cerro Corá, no Paraguai. Ele foi assassinado com tiros de pistola 9mm e também com uma espingarda calibre 12.
Brussamerello foi visto pela última vez ao lado do acusado, seu parceiro no arrendamento de uma propriedade rural na Colônia Itapopo, em Cerro Corá.
Ambos teriam ido até a fazenda para definir a data da colheita da soja. Mais tarde, o suspeito foi parado em uma barreira policial dirigindo a caminhonete da vítima, que foi encontrada incendiada na periferia de Pedro Juan Caballero na mesma noite.
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