O idoso, de 73 anos, preso por maus-tratos contra uma cadela na sexta-feira (21), tinha de gato a bezerros em sua chácara, no bairro Santa Luzia, em Campo Grande. Ele teve a liberdade concedida neste sábado (22).
Durante interrogatório na Decat (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Ambientais e de Atendimento ao Turista), o idoso revelou que é responsável pelos cuidados da cadela na chácara da família. Por isso, disse que vai ao local todos os dias para tratar os animais.
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Entre os animais que ocupam a chácara estão duas éguas, dois bezerros, gato e cachorro. Além de cuidar dos animais, o idoso relatou que limpa a piscina e cuida de todo o ambiente. Na chácara, há uma casa, mas ele relatou que apenas vai ao local durante o dia. Após os cuidados, retorna para sua residência no bairro São Francisco.
Idoso alega que estava tratando cadela com remédios
Questionado pela polícia sobre a cadela encontrada em situação de maus-tratos, o idoso alegou que o animal apareceu na chácara há cerca de seis meses e que não tem carteira de vacinação, pois também nunca o levou em um médico veterinário. Ainda, revelou que a cadela está com sarna e berne. Por isso, ele estava tratando com remédios há cerca de duas semanas.
No registro policial consta que a equipe da Decat encontrou uma única vasilha de água próxima ao animal, mas que estava totalmente insalubre. O idoso, por sua vez, alegou que troca o vasilhame todos os dias, mas nem sempre lava o pote.
Na foto divulgada pela Polícia Civil após a prisão mostra dois potes, sendo um de cor amarela e outro com suposto líquido turvo. Aos policiais durante interrogatório, o idoso afirmou que o recipiente com líquido turvo foi deixado no local casualmente.
Como a cadela foi encontrada amarrada a uma árvore, o idoso também foi questionado sobre o fato. Ele justificou que o animal fica preso durante a noite e quando não tem ninguém na chácara, para evitar que a cadela vá para a rua, visto que a propriedade não é fechada.
Já sobre a corrente, que é ligada a um arame liso de cerca de oito metros, ele explicou que isso permite a movimentação do animal em determinado espaço. Além disso, afirmou que a cadela tem acesso a um abrigo de alvenaria.
Por fim, o idoso alegou que não tinha a intenção de praticar mal contra a cadela, pois está cuidando normalmente dela, lhe fornecendo água, comida e remédios diariamente, segundo orientações de um pet shop.
Liberdade provisória
O idoso passou por audiência neste sábado (22), onde teve a liberdade provisória concedida pelo juiz Aluizio Pereira dos Santos. A defesa, representada pelo advogado Caio César Pereira de Moura Kai, já havia pedido que não fosse decretada a prisão preventiva do cliente.
Durante a audiência, o magistrado considerou que não há indícios de que a liberdade do idoso poderá prejudicar o andamento do caso. Com isso, ele teve a liberdade provisória concedida.
Prisão
Logo, foi observado que o animal apresentava sinais nítidos de maus-tratos, como pele descamando, feridas espalhadas pelo corpo, magreza e miíases na região traseira.
Além disso, a única vasilha de água que estava próxima ao animal estava totalmente insalubre. A equipe não conseguiu encontrar nenhuma outra vasilha com comida no local.
O idoso, proprietário da chácara, disse que mora em outro local, mas que ia com frequência até lá e que estava dispensando o animal dos cuidados que ele entendia necessários.
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