Uma nova ação do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) prendeu na manhã desta terça-feira (25), um policial civil em nova ação contra lavagem de dinheiro do PCC (Primeiro Comando da Capital), em São Paulo. O agente seria o CEO de uma das instituições financeiras da facção.
A ação é mais um desdobramento da delação de Vinicius Gritzbach, conhecido como delator do PCC. O mandante da execução do delator do PCC chefiou ações em quatro estados de dentro do presídio. Entre os estados da ação do criminoso estava Mato Grosso do Sul, nas cidades de Campo Grande e Ponta Porã.
O policial Cyllas Elia Junior, que foi preso nesta segunda (24), se apresentava como CEO da 2GO Bank, uma das instituições financeiras citadas pelo delator do PCC. A outra empresa é a InvBank, segundo o Portal Globo.
Conforme informações, Elia Junior já tinha sido preso em 2024 em outra operação da Polícia Federal, em Campinas, pela ligação na lavagem de dinheiro para criminosos chineses. Ele estava afastado de suas funções na corporação desde dezembro de 2022.
Ações em Mato Grosso do Sul
Emilio de Carlos Gongorra Castilho, conhecido como João Cigarreiro ou Bill, foi preso em 2008 e levado para a penitenciária estadual Adriano Marrey, em Guarulhos, na Grande São Paulo.
De lá, pelo celular, João Cigarreiro, comandou as ações nos estados de Mato Grosso do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. As ações envolviam os crimes de lavagem de dinheiro e negócios com o CV (Comando Vermelho), facção criminosa do Rio, segundo o portal UOL.
Conforme informações, as ações ocorreram para o transporte de dinheiro do tráfico do Rio a São Paulo, que movimentou mais de R$ 200 mil em junho de 2008.
Apontado como delator do PCC, Gritzbach foi morto a tiros no aeroporto de Guarulhos em novembro de 2024. O grupo também é investigado por tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e associação criminosa, segundo o MP.
Empresário de MS quer acordo para delatar policiais
Um empresário de Campo Grande (MS) tenta um acordo de delação premiada para colaborar nas investigações do esquema de narcotráfico que se instalou na Polícia Civil de São Paulo. Ele diz que pode ajudar a prender policiais paulistas que se especializaram em desviar a droga que chegava a SP a partir de Mato Grosso do Sul.
Aos 31 anos, o campo-grandense se aproximou da quadrilha vendendo serviços de rastreio para os caminhões interceptados no esquema. Assim, o empresário garante que pode ajudar as autoridades a derrubar a organização criminosa e prender policiais corruptos.
No entanto, enquanto o acordo não sai, vive escondido em uma propriedade rural de MS e diz que está marcado para morrer. Além disso, teme que as autoridades dificultem o acordo porque, supostamente, teriam interesse em proteger alguns dos implicados.
A quadrilha é formada por policiais, com uma rede de apoio que envolveria delegados e outros servidores públicos na Secretaria da Justiça e Cidadania de São Paulo, informantes no TJSP e no Ministério Público, além de traficantes, jornalistas e políticos.
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