Presa após a filha de dois meses morrer por desnutrição, a mulher, de 34 anos, acusou a própria pela morte da menina. Ao que atendeu a criança no hospital, ela disse que a avó é quem ficava com a responsabilidade de alimentar a .

A morte da menininha foi registrada nessa segunda-feira (8), em , cidade a 97 quilômetros de Campo Grande. Conforme a Polícia Civil, no hospital, a mulher foi questionada pelo médico sobre a alimentação da filha e admitiu que nunca amamentou a menina. Ela ainda afirmou que, desde que recebeu alta do parto, a mãe dela era quem alimentava a criança. A bebê era alimentada apenas com mingau e maisena, composto de farinha de amido de milho.

A Polícia foi acionada após a informação de que a menina morreu por desidratação e desnutrição no Hospital Municipal Dr. José Maria Marques Domingues. Em seguida, a mãe foi presa em flagrante por homicídio qualificado por ser praticado contra menor de quatorze anos, na modalidade comissiva por omissão, em razão da mãe ser garantidora legal da criança. A mulher estava em casa quando foi detida.

Não há registro do pai na certidão de nascimento da criança, no entanto, à polícia, a mulher disse que o suposto pai pediu a ela o teste de DNA para que pudesse se certificar da paternidade e registrar o bebê.

A morte é investigada pela Polícia Civil de Ribas do Rio Pardo. O suposto pai e a avó da bebê devem ser ouvidos. Até o momento, não há detalhes sobre o caso que segue em sigilo.

Questionada pela equipe de reportagem do Jornal Midiamax, nesta terça-feira (9), a Polícia Civil informou que não há nenhum laudo médico, ou outro documento que indique que a mãe esteja com depressão pós-parto. Também não há informações se a mulher tem outros filhos e qual a renda mensal da família.