A Polícia Civil investiga se um incêndio que atingiu pelo menos quatro fazendas na semana passada em Corumbá, cidade a 429 km de Campo Grande, iniciou durante um suposto manejo de abelhas em uma das fazendas. Foi instaurado inquérito, testemunhas estão sendo ouvidas, mas a polícia aguarda laudo pericial.
Conforme informou o delegado de Corumbá, Fillipe Araujo Izidio Pereira, na sexta-feira (28) um fazendeiro procurou a polícia para denunciar que um incêndio atingiu a sua e outras fazendas vizinhas. Ele ainda contou que o fogo teria começado também em uma propriedade rural.

Os fazendeiros das outras três propriedades se uniram e, em um trabalho de extrema dificuldade e que durou vários dias, conseguiram controlar o incêndio. Eles fizeram aceiros utilizando tratores e caminhões-pipas, porém apesar dos esforços, ainda há vários focos na área.
“Em conversa com trabalhadores da região surgiu a informação de que o fogo teria iniciado em uma fazenda, quando o responsável foi retirar mel e colocou fogo para espantar as abelhas. Nisso perdeu o controle das chamas, mas são informações iniciais, ainda estamos investigando”, explicou Filipe.
Diante do registro de ocorrência, foi acionada a Perícia no sábado (29), que fez o trabalho com uso de drones. A Polícia Militar Ambiental também auxiliou com georreferenciamento e imagens de satélites.
Várias pessoas foram intimadas para prestar depoimento durante esta semana. Um fazendeiro já foi ouvido. “Foi instaurado inquérito policial desse e de outros casos de incêndio no Pantanal”.

Agora, a polícia aguarda laudo pericial para que seja identificada a dimensão do incêndio, o local onde iniciou e se possível a causa das chamas.
Vale ressaltar que provocar incêndio em matas e florestas, além de ser uma infração administrativa sujeita à multa e suspensão das atividades, também é crime, previsto na lei de crimes ambientais. A pena pode ultrapassar 5 anos de reclusão.
“Esse crime pode ser praticado tanto na modalidade dolosa, que é quando há a intenção de provocar o incêndio, quanto na modalidade culposa, que ocorre quando a pessoa não tem intenção de iniciar o fogo, mas por descuido acaba o iniciando”, concluiu o delegado.