Pela primeira vez desde a morte de Jussara Gimenes, de 60 anos, baleada no abdômen pelo marido, de 54, a Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher) apresentou detalhes das investigações durante coletiva. Embora o autor mantenha a versão de que o disparo tenha sido acidental, a delegada Analu Lacerda Ferraz defende que o caso trata-se de “um fato criminoso”.
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Conforme a delegada, as investigações começaram regidas pela possibilidade de disparo acidental, mas as divergências de informações levaram o caso a ser tratado como feminicídio. Segundo as apurações, no dia do crime, em 27 de setembro, o casal viajaria para São Gabriel do Oeste, cidade a 137 km de Campo Grande, para uma cavalgada.
No depoimento, o autor informou que antes de saírem da cidade, passaram no Atacadão da Duque de Caxias. No entanto, o disparo ocorreu próximo ao Detran, então a rota apontada não faz sentido.
Outra informação trazida pelo suspeito é de que ele pegaria uma chave de roda para prestar socorro ao pai. Os investigadores foram atrás para confirmar o possível álibi, mas descobriram que o veículo em questão nem estava em Campo Grande.
Suspeito se desfez da arma e fugiu
No interrogatório, o homem disse ainda que tinha intenção de tirar a própria vida e havia ido para aquela direção a fim de conversar com Jussara e pedir a ela que cuidasse dos filhos e patrimônios da família.
“Eu questionei: ‘Você queria que ela assistisse o senhor se matar? Ela sabia dirigir? Tinha como voltar?’ Ele disse que não”, pontuou a delegada.
“Analisamos imagens de radares que mostram a Jussara já debruçada. Ele andou 20 km com ela antes de levá-la até a Santa Casa. Em seguida ele ligou para o filho e fugiu do local”, acrescenta.
Ainda conforme as informações, o autor descartou a arma do crime. Perto do Detran foi encontrado um travesseiro que, para os investigadores, poderia ter sido usado para abafar o barulho do tiro. Segundo o homem em depoimento, Jussara o tinha levado.
Conforme Analu, o homem foi indiciado por feminicídio consumado. Conforme os policiais militares que atenderam a ocorrência em 27 de setembro, Jussara foi levada a Santa Casa já inconsciente, o que anula a possibilidade de ela ter dito no Hospital que o disparo havia sido acidental, como apontou uma possível testemunha.
Segundo testemunhas, nos últimos 90 dias o marido desenvolveu um ciúme possessivo sob Jussara. Recentemente ele recebeu o diagnóstico de Parkinson e por isso a Deam trabalha com a possibilidade de ele ter matado a esposa por receio de ela se envolver com outra pessoa caso ele morresse em decorrência da doença. A investigação aponta que ele provavelmente pretendia se matar após o crime.
“Ele disse que a arma estava dentro do travesseiro e ela puxou com a intenção de ele não se matar”, apontou a delegada.

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