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Polícia

Foragido, trio é denunciado pelo MPMS por execução de Magnos com mais de 10 tiros no Jardim Colúmbia

Motivo da execução seria um acidente com morte pelo qual Magnos estava sendo ameaçado por ciganos
Lívia Bezerra -
(Reprodução)

Foragidos, Francisco Wilson Alves da Silva, de 23 anos, Beatriz da Silva Oliveira, de 30, e Rogério da Silva, de 43 anos, foram denunciados em agosto deste ano pela execução de Magnos Edgar Bartz, no Jardim Colúmbia, em Campo Grande.

Magnos foi executado na manhã de 8 de abril deste ano após ser ameaçado por ciganos em decorrência de um acidente com morte ocorrido em 2023, que vitimou Ana Grete Alves Pereira, de 40 anos, que caiu do caminhão dele em uma rodovia no estado do Paraná.

O trio foi denunciado pelo MPMS (Ministério Público de ) no último dia 13 de agosto por homicídio qualificado praticado por motivo torpe com emprego de perigo comum, recurso que dificultou a defesa da vítima e emprego de arma de fogo de uso restrito pelo concurso de pessoas. 

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Francisco, Beatriz e Rogério estão com mandado de prisão temporária em decorrência da execução de Magnos, pois o trio não possui residência fixa e fugiu de Campo Grande logo após o crime.

Segundo o relatório das investigações conduzidas pela 2ª Delegacia de Polícia Civil de Campo Grande ao qual a reportagem do Jornal Midiamax teve acesso, Beatriz era nora de Ana Grete, enquanto Rogério era esposo e Francisco era o filho de Ana. 

Trio foi abordado pela PRF durante o trajeto até Campo Grande

O trio veio para Mato Grosso do Sul no dia 5 de abril em um veículo Palio Weekend e durante o trajeto foi abordado pela PRF (Polícia Rodoviária Federal) em . Aos policiais, eles disseram que moravam em Marialva, no Paraná, e estariam a caminho de Mato Grosso. 

Durante as investigações, a polícia apontou que o carro abordado foi o mesmo veículo usado no crime. No dia 8, os acusados foram até o Jardim Colúmbia, onde efetuaram cerca de 15 disparos de arma de fogo calibre 9 milímetros contra Magnos, que morreu no local. Em seguida, o trio fugiu por volta das 9h10 da manhã, provavelmente em direção o estado de .

“Todos os elementos de informação indicam Beatriz da Silva Oliveira, Rogério da Silva e Francisco Wilson Alves da Silva agiram, em conluio, para tirar a vida de Magnos Edgar Bartz em vingança pela morte de Ana Grete, incorrendo no tipo penal descrito no Art. 121, inciso II, IV e VIII do Código Penal”, conclui o relatório da Polícia Civil. 

A denúncia do MPMS aponta que os três estavam no carro, quando passaram próximo ao veículo da vítima e “em seguida, retornaram e emparelharam o veículo com a caminhonete de Magnos Edgar Bartz. Na sequência, enquanto a vítima estava em uma ligação telefônica, um dos denunciados desembarcou do veículo, ao passo que os demais aguardaram no veículo, para prestar auxílio material ao executor”. 

Apesar das câmeras de segurança das residências próximas terem flagrado o crime, não foi possível concluir quem foi o executor dos disparos contra Magnos.

Execução

Foram cerca de 14 disparos contra a caminhonete S10 onde estava Magnos. Pelas imagens, é possível visualizar um carro Fiat Pálio Weekend, de cor branca, parando próximo à caminhonete da vítima. O suspeito abre a porta do passageiro, sai do veículo e vai até Magnos que está dentro da S10. Enquanto isso, o condutor avança o veículo e a vítima é atingida pelos disparos. Após isso, o suspeito foge.

Magnos estava na rua de casa, mas a caminhonete S10 deu problema e ele parou no meio da rua para tentar resolver, quando ligou para um amigo pedindo ajuda.

Cena do crime que vitimou Magnos em 8 de abril. (Foto: Alicce Rodrigues, Midiamax)

‘Ouvi o último gemido’, lamentou amigo

Os dois eram amigos há 4 anos, eram caminhoneiros e viajavam juntos. O amigo abriu um lava-jato em Campo Grande e Magnos sempre levava o caminhão lá. “A gente conversava bastante, era um amigo mesmo, dava apoio, ligava para saber se estava tudo bem. Era parceiro”, lembrou. 

O comerciante explicou que antes Magnos chegou a relatar que estava sofrendo ameaças de ciganos por conta de um acidente que se envolveu. “Mas eu não perguntava muito sobre isso, só dizia para ele tomar cuidado”, lembrou.

Momentos antes do crime, Magnos ligou para o amigo pedindo ajuda com a caminhonete que havia estragado. “Ele me ligou porque eu também tenho uma caminhonete, me perguntou se eu tinha uma chave para bombear o óleo, mas indiquei outra coisa e ele iria tentar”. 

Nesse momento, o amigo conta que escutou quando uma pessoa chegou e perguntou para Magnos onde ficava o bairro Nova Lima. A vítima respondeu que era só seguir reto e quando chegasse no asfalto era o destino.

“Eu ia falar que se não desse certo eu iria socorrê-lo, mas não deu tempo. Depois que ele respondeu a pessoa já escutei os disparos e depois um barulho esquisito, acho que o carro fugindo. Eu chamava ele, mas ele não respondia. Escutei o último gemido. Acho que ele estava tentando me pedir socorro”, lamentou. 

Acidente com morte e vingança

O motivo da execução seria vingança por um acidente com morte, no ano passado. De acordo com informações, Magnos teria dado carona para uma mulher cigana, e ela teria pulado do caminhão que era conduzido por ele no Paraná, morrendo. 

O acidente aconteceu em novembro do ano passado. Após a queda, o caminhoneiro fugiu do local sem prestar socorro. Ana Grete chegou a ser levada para atendimento, porém veio a óbito no outro dia. Imagens mostram o momento em que o caminhão passa por uma rotatória, quando a porta abre. A queda da mulher não aparece nas imagens, mas ocorre logo em seguida. 

No dia do ocorrido, a vítima viajava com o marido e os filhos, de carro, pela PR-317. Porém, o veículo em que viajavam teve problema mecânico. Ana então pediu carona ao caminhoneiro até a cidade de Floresta (PR) para resolver o problema do carro na rodovia.

Magnos chegou a ser preso pela morte em , cidade a 137 quilômetros de Campo Grande, no dia 6 de janeiro, por e depois solto, e logo após sua soltura passou a receber ameaças de ciganos.

Execução de Magnos:

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