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Polícia

‘Apenas vendedora’, diz ex-miss apontada como membro de quadrilha e acusada de estelionato 

Rebeca foi indiciada por estelionato após as investigações da Polícia Civil
Layane Costa -
Rebeca Viana (Reprodução)

“Eu era apenas vendedora, não tinha acesso nem contato de onde vinham os aparelhos”, esse é o relato da ex-miss de , Rebeca Viana, apontada como membro de uma associação criminosa que usava dados de pessoas em situação de rua e usuários de drogas para a compra de celulares e revenda em . Agora, Rebeca acabou indiciada por estelionato após investigações da Polícia Civil.

Em Santa Catarina, a ex-miss conversou com o Jornal Midiamax para relatar sua versão de todo o processo. “Testemunhei toda a verdade, não tive envolvimento algum”, disse. Rebeca relatou que era apenas a vendedora da loja. “Não tinha acesso a valores nem aos fornecedores de onde vinham os estoques de aparelhos”, ressaltou.

Com as investigações em diligências da Decon (Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Contra as Relações de Consumo), em sua versão, a ex-miss conta que foi surpreendida. “Após a denúncia ser feita, no decorrer da investigação, eu tive a surpresa de saber que alguns aparelhos no estoque tinham origem deste “, diz.

Em complemento, ela fala que ficou triste ao saber toda a verdade. “Eu fiquei triste e assustada com a situação, até mesmo indignada, pois sem querer eu estava vendendo algo dessa origem sem saber.”

Após o início das investigações e o fechamento do estabelecimento na área central de Campo Grande, Rebeca conta que precisou ir embora da cidade, já que não tinha mais onde trabalhar. “Vim embora para SC [Santa Catarina], assim que o escritório foi fechado, para ficar perto do meu irmão, que iria me ajudar a recomeçar, porque, no caso, não tive mais onde trabalhar e hoje estou bem”, contou.

O Jornal Midiamax noticiou que a polícia não conseguiu contato com a ex-miss, que acabou sendo indiciada por estelionato há pelo menos um mês. Contudo, ela nega essa versão.

“Tentei várias vezes ser ouvida novamente, mas, devido à distância, quando eu estava no Estado, as datas não batiam com as datas que o rapaz da polícia falava comigo.”, disse Rebeca.

Indiciada

As investigações começaram em setembro de 2023, com a denúncia de uma das vítimas à Polícia Civil. Três membros da quadrilha – os cabeças – saíram do Estado, no intuito de dificultar as investigações. Foram várias tentativas de encontrar Rebeca, que acabou sendo notificada por carta precatória, para que fosse ouvida por videoconferência.

Mas, a polícia não conseguiu contato com a ex-miss que acabou sendo indiciada por estelionato. A ex-miss teria como último paradeiro o estado de Santa Catarina, na cidade de Balneário Camboriú. Rebeca acabou sendo indiciada por estelionato há 1 mês.

Todos os envolvidos foram ouvidos na Decon (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra as Relações de Consumo). Os funcionários da loja de departamentos que participaram do esquema foram demitidos.

Operação Online

A denúncia foi feita em setembro do ano passado, e se deu depois que um homem recebeu a indicação para comprar um iPhone com a ex-miss que comercializava os aparelhos. Várias vítimas compraram aparelhos com ela, sendo que, em uma das ocasiões, uma pessoa foi ameaçada com um revólver. Os celulares eram enviados até pelos Correios pela quadrilha para outras cidades do Estado.

Os celulares eram comercializados de R$ 3.900 a R$ 6 mil, e sem nota fiscal, apenas uma garantia de 12 meses era repassada ao comprador. Quando policiais da Decon (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra as Relações de Consumo) tomaram conhecimento dos fatos, foi deflagrada a ‘Operação Online’.

Durante as investigações e operações, descobriu-se que a loja que fazia a revenda dos celulares não tinha alvará e que o local era disputado entre grupos que dominam o contrabando na região central da cidade.

Da loja clandestina foram apreendidos R$ 50 mil em celulares importados, 766 capinhas de celulares no valor de R$ 19 mil, além de cabos de celulares, 26 fones e caixas de som.

Pessoas em situação de rua e celulares

O modus operandi da quadrilha era sair às ruas de Campo Grande para encontrar pessoas em situação de rua e usuários de drogas. As pessoas eram cooptadas. Sem restrições no nome, as pessoas eram levadas até uma loja de departamento da cidade, onde eram abertos crediários.

Com isto, os membros da quadrilha compravam celulares iPhone parcelados e revendiam os aparelhos. A entrada do aparelho era paga, mas as outras parcelas não eram pagas, e assim, os estelionatários conseguiam seus lucros com as revendas dos celulares.

A quadrilha estava agindo há pelo menos 1 ano e meio. Três funcionários da loja de departamentos, entres eles o gerente, estavam envolvidos na trama, sendo que foram demitidos. A demissão se deu depois do alto número de inadimplência nas vendas dos funcionários, segundo informações.

No dia 10 de junho deste ano, um dos funcionários demitidos acabou preso por equipes da Decon. Contra ele, havia um mandado de prisão em aberto por .

Um dos funcionários da loja de departamentos teria vendido 18 aparelhos, segundo as investigações. Os outros funcionários cooptados pela quadrilha alegaram não saber do crime e não foram detidos. Mas, prestaram depoimento na delegacia.

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