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Polícia

Digitalização de serviços e dependência online aumentam crimes virtuais em MS. Saiba como se prevenir

Entre as dicas de segurança estão evitar clicar em links, nunca compartilhar senhas e realizar compras apenas em sites reconhecidos
Mirian Machado -

Devido ao aumento de crimes virtuais, principalmente estelionatos, quando as vítimas sofrem com perdas financeiras e fraudes que trazem impacto na vida dos cidadãos, a Polícia Civil alerta sobre esses perigos e dá dicas de prevenção.

Esse tipo de crime está cada vez mais frequente devido às ferramentas on-line disponíveis à população, o que a deixa mais ‘dependente’ da internet e consequentemente mais vulnerável a esses crimes virtuais.

“As consequências do virtual podem ser devastadoras para as vítimas, incluindo a perda de grandes quantias de dinheiro, danos à reputação e, em muitos casos, o comprometimento de dados pessoais e bancários. Além do impacto financeiro, essas fraudes frequentemente deixam marcas emocionais profundas, como a sensação de violação e a perda de confiança no ambiente digital”, afirmou o delegado titular da Depac-Centro (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário Centro), Rodrigo Camapum.

O estelionato digital, por exemplo, cresceu em todo o país nos últimos anos. A da Covid-19 também acelerou a digitalização de serviços, aumentando a dependência de ferramentas online e tornando os usuários mais vulneráveis a golpes.

Tipos de crimes virtuais mais comuns:

  • Golpes bancários e financeiros: Criminosos usam engenharia social para obter acesso a dados pessoais e contas bancárias ou induzir as vítimas a fazer transferências sob falsas promessas, ou ameaças.
  • Golpes por mensagens e aplicativos: Envolve criminosos se passando por pessoas conhecidas para solicitar dinheiro via aplicativos de mensagens.
  • Golpes de relacionamento e extorsão: Criminosos criam perfis falsos para conquistar a confiança das vítimas e extorquir dinheiro ou ameaçá-las com a divulgação de conteúdos íntimos.
  • Fraudes em compras online: Os golpistas se passam por compradores ou vendedores em plataformas de e-commerce para desviar pagamentos ou não entregar os produtos adquiridos.

Medidas de segurança para prevenção:

  • Nunca compartilhe senhas ou códigos de verificação.
  • Ative a autenticação de dois fatores em suas contas.
  • Evite clicar em links desconhecidos ou suspeitos.
  • Não compartilhe conteúdos íntimos, mesmo com pessoas de confiança.
  • Desconfie de relacionamentos virtuais que evoluem rapidamente.
  • Realize compras apenas em sites reconhecidos e evite negociações fora de plataformas oficiais.
  • Questione preços muito baixos ou propostas com promessas de ganhos fáceis.

Dercc (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Cibernéticos) 

Devido ao aumento desses casos, a Polícia Civil de MS criou a Dercc (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Cibernéticos). A delegacia foi criada e aprovada por unanimidade pelo Conselho Superior da Polícia Civil na quarta-feira (11 de dezembro) e deve ser instalada ainda no primeiro semestre de 2025.

Apenas Acre, Rondônia e não possuíam delegacia especializada nesse tipo de enfrentamento. O projeto partiu do próprio Delegado Geral, Lupérsio Degerone Lúcio, que também preside o Conselho Superior.

Conforme a polícia, a delegacia é um grande passo no combate aos crimes digitais, visto o crescente número de golpes e crimes cometidos por meios digitais em todo o estado.

“Por muitas vezes, a vítima reside no Mato Grosso do Sul e os autores estão em outros estados. Isso exige um fortalecimento da instituição para combater esses crimes com eficiência”, explicou o Delegado Geral.

“Estamos evoluindo. Hoje, dificilmente há quem não tenha sido vítima ou alvo, ao menos em tentativa, de crimes cibernéticos. São parentes, amigos, idosos, empresários, comerciantes… todos vulneráveis. Vamos capacitar nossos servidores para atender bem à população e investigar com eficácia”, destacou.

Como a DERCC irá atuar?

De acordo com o texto do decreto que regulamenta a criação da nova delegacia, a DERCC terá jurisdição em todo o Mato Grosso do Sul, focando na investigação de infrações penais praticadas com o uso de recursos tecnológicos ou da internet.

Entre os crimes a serem combatidos estão os de natureza econômica e patrimonial, bem como aqueles que atentam contra a honra e a liberdade individual por meio cibernético.

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