Homem de 35 anos, acusado de matar Gisely Duarte Galeano, de 35 anos, após série de agressões, foi posto em liberdade pela Justiça, nesta quinta-feira (11). Gisely estava grávida e também sofreu um . Ele responde por feminicídio qualificado e majorado pela e aborto provocado por terceiro.

Gisely, moradora de Ponta Porã, morreu no dia 28 de fevereiro após ser levada para o hospital pela irmã. As agressões teriam se iniciado no dia 2 de fevereiro e, até então considerado , o acusado foi preso no dia 3 de março na cidade de por equipes do SIG (Seção de Investigações Gerais).

De acordo com a polícia, as primeiras agressões teriam acontecido no dia 2 de fevereiro e logo depois o acusado fugiu para Bela Vista. “No entanto, como ela disse que ia denunciá-lo, ele foi embora para Bela Vista. No dia 5 de fevereiro, ela conseguiu registrar a ocorrência, mas não quis solicitar medidas protetivas. Na ocasião ela suspeitava que estava grávida, mas não tinha certeza”, diz uma nota divulgada pela PC na época.

Ainda segundo informações policiais, no dia 18 de fevereiro, o autor manteve contato com ela. Assim, a mulher foi até Bela Vista atrás dele. “Ela sofreu uma série de agressões nesse dia e retornou para Ponta Porã lesionada e foi para a casa e não contou nada para ninguém”, diz a nota.

No dia 19, os familiares de Gisely foram até a casa dela, mas ela os atendeu apenas com o portão entreaberto, não os deixando entrar. A irmã ficou preocupada, tentou contato, porém ela não atendeu às ligações e nem respondeu às mensagens.

No dia 20, a irmã voltou novamente na casa dela e conseguiu entrar, encontrando a vítima deitada no sofá reclamando de fortes dores abdominais e então foi levada pela irmã até o hospital Cassems, onde foi constatado o aborto em decorrência das lesões sofridas.

Além disso, foi constatado um derrame encefálico, sendo encaminhada imediatamente para a cidade de , onde ficou internada no Hospital Cassems de lá. A morte de Gisely Duarte Galeano foi confirmada pela irmã no dia 28 de fevereiro.

“A defesa irá provar sua , devido a farta quantidade de provas favoráveis e que comprovam que não houve tal crime imposto ao acusado. Sendo uma acusação frágil e ausente de provas hábeis. As supostas agressões segundo depoimento da irmã da vítima teriam ocorrido em Bela Vista, no decorrer do inquérito, restou comprovado que a vítima não veio pra Bela Vista, portanto, não houvera as agressões inicialmente alegadas”, disse Welerson Cezar de Oliveira, acusado de defesa do acusado.