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Polícia

Traficantes montam consórcio e transformam Campo Grande em entreposto de cocaína distribuída no país

Preço do quilo comercializado da cocaína maior que o da maconha motivou mudança
Mirian Machado -
Apreensão de drogas na Denar (Nathalia Alcântara, Midiamax)

Traficantes estão trocando a distribuição de maconha por cocaína e transformando num entreposto da droga para distribuição em todo o país. A (Delegacia Especializada em Repressão ao Narcotráfico) informou que tem aumentado significativamente a apreensão de cocaína e de cocaína na Capital nos últimos dois anos, enquanto houve redução na apreensão de maconha.

Fatores como a valorização da cocaína sobre a maconha – que faz com que uma carga menor da droga gere lucros maiores – e a facilidade em esconder a droga – que não tem cheiro forte e característico como o da maconha – ajudam a explicar a troca feita pelos criminosos.

Dessa forma, Campo Grande se transformou em entreposto de cocaína, recebendo a droga vinda das fronteiras com e Bolívia e enviando para todas as regiões do país.

O delegado titular da Denar, Hoffman D’ávila, informou que a delegacia atua principalmente no tráfico doméstico, mais conhecido como tráfico formiguinha, que gera insegurança na população, além de fomentar outros delitos e que inclusive é o carro-chefe da delegacia por conta da Operação Ômega, de caráter permanente.

Porém, quando se trata de tráfico interestadual, segundo o delegado, a apreensão de cocaína na Capital aumentou muito, transformando Campo Grande em entreposto e vários fatores contribuem para isso.

Em razão da posição topográfica do estado de MS que faz divisa com Goiás, Minas Gerais, , Paraná e Mato Grosso e também fronteira com os dois países, Bolívia e Paraguai, que são grandes fornecedores e produtores de cocaína e maconha”, disse.

Consórcio do tráfico para ‘pulverizar’ a droga

Há ainda, segundo o delegado, a formação de consórcio entre os criminosos que migram para MS, trazendo a droga para Campo Grande e aqui ela é pulverizada para outros estados. “Principalmente para o centro-sul do país, como São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul, onde o entorpecente dobra e até triplica de preço”, afirma. 

“A Denar recebe toda a droga que é apreendida em Campo Grande e temos notado que a apreensão de cocaína e pasta base aumentou nos últimos dois anos e a maconha diminuiu”, disse.

Outro motivo seria a criação de novas rotas para o tráfico de cocaína, que antes vinha apenas da Bolívia e agora tem nova rota também por outros municípios da fronteira. “O alto valor também é uma razão, porque a cocaína hoje custa R$ 25 mil e a pasta base R$ 18 mil em Campo Grande, e  tem a questão da logística, também”, disse Hoffman. 

O delegado explicou que no caso da maconha, por exemplo, para os criminosos transportarem 8, 10 toneladas, tem a questão da logística, do odor e da dificuldade de fazer esse transporte. Já a cocaína, em tese, tem outros modos em que eles tentam não chamar tanta atenção das forças policiais, como fundo falso, por exemplo. “Mas além do trabalho em campo, temos o trabalho de inteligência com outras unidades, outras forças policiais e até polícias de outros estados. Isso mostra que a polícia está atuando e apreendendo. Se há mais apreensões, estamos no caminho certo”, finalizou.

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