A , sendo 16 toneladas de maconha, vendida à facção CV (Comando Vermelho) do , pelos quatro policiais civis presos por tráfico de drogas durante Operação Drake, deflagrada na quinta-feira (19) no , saiu de Mato Grosso do Sul.

As 16 toneladas de maconha que estavam em um caminhão, saiu de MS, seguiu para e entrou no Rio de Janeiro pela Rodovia Presidente Dutra. Assim que o caminhão cruzou a divisa, os quatro agentes interceptaram e mandaram o motorista seguir para a Cidade da Polícia, zona norte do RJ e ‘escoltaram’ o veículo. 

No caminho, o comboio, sendo o caminhão e três viaturas da DRFC ( de Roubos e Furtos de Cargas), foi interceptado por policiais rodoviários federais, porém os agentes da DRFC disseram que a ‘carga já estava apreendida’ e seria levada para a Cidade da Polícia.

Segundo as investigações, há 2 meses a droga foi vendida e negociada para ser entregue dentro da Cidade da Polícia. Os agentes que eram lotados na DRFC, por intermédio do Advogado Leonardo Sylvestre da Cruz Galvão, aceitaram a propina para liberar a droga e o motorista do caminhão. A droga foi escoltada até uma favela dominada pelos traficantes. O advogado também foi preso na Operação.

Segundo as investigações, no dia 8 de agosto deste ano, duas viaturas da DRFC abordaram o caminhão com a droga na divisa de São Paulo com o Rio de Janeiro. O veículo já estava sendo monitorado pela PRF. No dia seguinte, três viaturas ostensivas da DRFC escoltaram o caminhão até os acessos de Manguinhos. Em seguida, a carga de maconha foi descarregada pelos criminosos, segundo a Polícia Federal.

Os policiais, Alexandre Barbosa da Costa Amazonas, Eduardo Macedo de Carvalho, Juan Felipe Alves da Silva e Renan Macedo Guimarães foram presos na operação pela Polícia Federal e o Ministério Público do Rio de Janeiro.

Os cinco mandados de prisão foram expedidos pela 1ª Vara Criminal da Comarca de Resende. Agentes foram atrás dos alvos da operação em endereços na capital fluminense e em Saquarema. Um dos locais é a Cidade da Polícia, onde fica a DRFC, na Zona Norte do Rio de Janeiro.

Os presos não trabalhavam mais para a Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas desde setembro, quando houve uma troca de comando da delegacia, e foram realocados em diferentes unidades.

O nome da operação remete ao pirata e corsário inglês Francis Drake, que saqueava caravelas que transportavam material roubado e se julgava isento de culpa em razão da origem ilícita dos bens.