Dois jovens, de 20 e 25 anos, foram autuados em flagrante com vários tipos de entorpecentes quando um deles seguia para uma festa rave na cidade de Rio Verde do MT, a 203 km de . A de um deles ocorreu na noite de sábado (20) na Capital, na saída para Cuiabá. As drogas eram compradas via Sedex e revendidas em festas.

Conforme a ocorrência, a fazia patrulhamento próximo da BR-163 com a equipe Canil 03 quando abordou uma van com passageiros que iam para uma festa rave no interior do Estado.

Dentro da van exalava forte odor de maconha, por este motivo foi solicitado apoio do cão Zeus que indiciou que havia em uma mochila preta e cinza. Foi solicitado ao dono da mochila que acompanhasse as buscas. Os agentes localizaram 47 gramas de maconha, 10,05 gramas de cocaína, 60 comprimidos de Ecstasy, 20 pontos de LSD, além de dois frascos de lança-perfume e uma balança pequena de precisão.

Foi dada voz de prisão ao autor. Em breve entrevista no local, o rapaz contou que grande parte da droga havia sido comprada na cidade de Santa Catarina via Sedex e revenderia nas festas raves em Campo Grande e no interior do Estado.

Contou ainda que cada grama de haxixe era vendido a R$ 100 e o microponto de LSD por R$ 60, já o grama da cocaína era vendido por R$ 70, assim como cada comprimido de Ecstasy.

O rapaz confessou ainda que mora no Residencial Búzios e que ao ser abordado pela polícia avisou seu comparsa para ir até sua casa retirar o restante da droga, já que havia sido pego.

A polícia então foi até a casa do autor e a irmã dele contou que um amigo havia acabado de sair do local com uma sacola preta, porém ela não sabia informar o que era. A mulher indicou onde o “amigo” morava e na casa do rapaz, no Aeroporto, foi localizada a sacola preta com 12 porções de maconha pesando r.700 gramas, além de 64 gramas de cocaína, mais 714 comprimidos de ecstasy e 281 pontos de LSD e mais um frasco de lança-perfume. Ainda foram apreendidos petrechos como duas balanças de precisão e plástico filme. O rapaz não estava mais na residência.

Durante depoimento, o preso em flagrante contou que compra a droga via Sedex desde março do ano passado, tendo realizado de 40 a 45 compras e sempre para revender em festas. As compras online são pagas em diversas contas diferentes via Pix. O rapaz ainda afirmou que ‘trabalha' sozinho.

Durante audiência de custódia nesta segunda-feira (22), foi convertida a prisão em preventiva. “O crime imputado ao custodiado é extremamente grave, tratando-se de comércio ilegal de entorpecente, cujo suposto envolvido tinha o objetivo de disseminar o produto ilícito em vários locais desta cidade, principalmente em festas com a presença de elevada quantidade de jovens e adolescentes, haja vista o grande volume confiscado pela autoridade policial, na posse do envolvido. Apesar de o autuado não possuir maus antecedentes, tampouco seja reincidente em tipos penais (f. 70), nem respondendo a outro procedimento com a mesma imputação, isso, por si só, é insuficiente para a concessão de sua liberdade provisória, considerando o contexto fático narrado acima”, diz a decisão do juiz Eduardo Eugênio Siravegna Junior.