Um golpista se passou por um delegado do Rio Grande do Sul (RS) e pediu R$ 7 mil depois de atrair um homem pela rede social em Campo Grande. A vítima procurou a polícia para registrar um boletim de ocorrência nesta quinta-feira (30). O caso é conhecido como golpe do nudes, no qual um grupo criminoso busca extorquir das vítimas sob ameaça de expor a conversa íntima.

Conforme apurado pela reportagem do Jornal Midiamax, uma mulher do RS adicionou o homem no Facebook, pediu seu número de WhatsApp e então eles teriam começado uma conversa, que acabou ficando mais íntima momentos depois. 

Em seguida, uma pessoa o chamou no WhatsApp se apresentando como delegado do RS e encaminhou diversos áudios que ele e a mulher teriam trocado na conversa. Segundo o relato da vítima, o suposto delegado informou que a mulher era menor, no entanto, ele estranhou, pois pelas fotos, inclusive com filho, aparentava ser uma pessoa adulta.

O suposto delegado ainda pediu que o homem realizasse um Pix no valor de R$ 7 mil para ‘aliviar a sua barra’. Desconfiado que fosse golpe, ele procurou a para registrar boletim de ocorrência, mas foi informado que por não ter feito a transferência, não seria possível registrá-lo.

E ainda, o suposto delegado já ligou três vezes fazendo ameaças a vítima dizendo que espera um ‘sinal’ até a meia-noite. 

Entenda como funciona o golpe dos nudes

Em maio deste ano, 33 integrantes de um grupo criminoso, acusados de aplicar o golpe do nudes, foram presos em e no Rio Grande do Sul após movimentarem R$ 450 mil em quase 1 ano, fazendo 80 vítimas em 12 estados brasileiros.

Segundo o Portal Uol, os criminosos fingiam ser adolescentes ou mulheres jovens para atrair homens com dinheiro nas redes sociais, a fim de conseguir fotos íntimas das vítimas para extorsão

Após enviar as fotos, um falso delegado de polícia do RS entrava em contato com a vítima, dizendo que a jovem era menor e ameava expedir um mandado de prisão, além de expor os fatos.

O falso delegado oferecia um ‘acordo’ para evitar abrir uma investigação. O dinheiro obtido pelo grupo era investido entre laranjas até que voltasse aos criminosos.