Um delegado da Polícia Civil de seria um dos envolvidos na briga de trânsito ocorrida entre dois motoristas, na manhã deste sábado (25), no em Campo Grande. Segundo informações policiais, o delegado seria Paulo Sá, lotado na Coordenadoria de Operações, vinculado ao DPE (Departamento de Polícia Especializada).

Conforme consta no boletim de ocorrência, ao qual o Jornal Midiamax teve acesso, o motorista do Fiat Linea informou que ao passar em frente ao prédio da DGPC, notou um carro Peugeot branco o seguindo no mesmo sentido, em direção à Avenida Hiroshima. O condutor do Peugeot, que seria o delegado, estaria com em punho, teria feito provocações e efetuado um disparo em direção ao pneu, deixando o local em seguida.

Ele ainda relatou que, ao perceber que havia acertado o pneu, estacionou o carro e ligou para o 190. Posteriormente, foi ordenado pelos responsáveis da PMMS, que atenderam a ocorrência, que fosse colocado o nome do delegado como possível autor dos fatos, e informado que ele iria se apresentar na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Cepol para esclarecer os fatos. O caso foi registrado como disparo de arma de fogo na Depac Centro.

Cápsulas foram recolhidas

Cápsulas que provavelmente seriam de uma pistola 9 mm foram encontradas no local onde o Linea parou. A Polícia Militar foi acionada e, enquanto uma equipe atendia ao motorista do Linea, outra encontrou um carro com as mesmas características do Peugeot na Avenida Mato Grosso.

O motorista foi abordado mas o condutor do Linea não o reconheceu como sendo o atirador. Por isso, ele foi liberado. A perícia foi acionada, além do delegado plantonista da Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Centro. O quarteirão, desde a rotatória até a Rua Imaculado Coração de Maria chegou a ficar isolado. Apesar do susto, ninguém ficou ferido.

Delegado registrou boletim de ameaça

O delegado compareceu ao Cepol, logo após o episódio, e registrou um boletim de ocorrência de ameaça. Ele alegou que foi com seu filho até a DGPC de moto e deixou o veículo estacionado no pátio. Em seguida, pegou o Peugeot, que seria uma viatura descaracterizada cautelada por outro delegado, para levar até a sua casa para tirá-la do sol.

No trajeto, enquanto seguia pela Avenida Hiroshima, percebeu que atrás dele vinha um carro escuro forçando a ultrapassagem. Segundo o delegado, o carro chegou a encostar a frente no para-choque traseiro de seu veículo. Em seguida, ao chegar em uma rotatória, teria dado passagem para o motorista mas ele teria tentado fechá-lo freando mais a frente.

O delegado afirmou ter suspeitado que “poderia ser alguém lhe perseguindo por conta de sua profissão” e, então, sacou a arma, determinou que o filho abaixasse , emparelhou com o carro escuro e efetuou um disparo no pneu direito da frente.

Em seguida, ele alegou ter saído do local “para segurança própria e de seu filho”. Paulo Sá afirmou ter deixado o filho em um local seguro e se dirigido para a delegacia registrar o boletim. Ele ainda disse não saber quem era o motorista do outro carro.

Foi identificado que a arma de fogo utilizada é uma pistola Glock calibre 380, particular.

(Matéria editada às 15h31 para acréscimo de informações)

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