Uma mulher encontrou uma ossada humana ao visitar o túmulo da sobrinha, falecida em 1994, no Cemitério Santo Amaro, em Campo Grande, na manhã dessa segunda-feira (11) e acionou a Polícia Civil. 

Ao chegar no túmulo, a mulher viu a ossada com uma placa de identificação e então questionou a administração do cemitério sobre o ocorrido. Foi informado a ela que tinha sido realizada a exumação do corpo, segundo o boletim de ocorrência.

No entanto, ao pedir que indicassem o local onde os restos mortais da sobrinha teriam sido guardados, ela recebeu a informação de que realmente não tinham realizado a exumação do corpo e que os ossos estavam sendo retirados sem os procedimentos corretos. 

O caso foi registrado como vilipêndio a cadáver e é investigado pela Polícia Civil, por meio da 7ª DP (Delegacia de Polícia). 

Prefeitura explica que família pediu exumação

Em resposta à solicitação da reportagem, a Sisep (Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos) informou que a família solicitou a exumação da ossada para que um jazigo particular fosse construído no local, como prevê as novas regras ambientais.

No entanto, segundo a Sisep, após a exumação, a família não retornou ao cemitério para dar início à construção do jazigo. Nesse intervalo de tempo houve uma chuva e, por isso, segundo a prefeitura, a ossada ficou exposta. A prefeitura explica que todos os pedidos da família que comprovam que a exumação foi feita a pedido dos parentes foram documentados.

Conforme as novas regras do Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente) em vigor desde o primeiro semestre de 2023, os sepultamentos não podem mais ocorrer diretamente no solo com objetivo de proteger o lençol freático. Com isso, famílias que possuam jazigos em cemitérios públicos precisam fazer a adequação das sepulturas.

*Matéria atualizada às 8h30 de 13 de dezembro para inclusão de posicionamento da Prefeitura de Campo Grande.