Polícia

Secretaria diz que vai abrir procedimento para apurar causas da morte de menina em UPA

Criança foi levada duas vezes até a unidade pela mãe

Renata Portela Publicado em 14/01/2022, às 13h50

Caso aconteceu na UPA do Coronel Antonino
Caso aconteceu na UPA do Coronel Antonino - (Divulgação)

A Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) relatou em nota que vai abrir procedimento interno para apurar as circunstâncias dos atendimentos da menina de 3 anos, que faleceu na UPA(Unidade de Pronto Atendimento) do Coronel Antonino. A mãe da criança, uma mulher de 22 anos, procurou a polícia para denunciar o caso.

Ainda conforme a Secretaria, a criança passou duas vezes pela UPA. Na quarta-feira (12), ela chegou com relato de dor abdominal e febre e foi atendida, permanecendo em observação. Depois teve alta, mas retornou ainda na madrugada de quinta-feira (13), já bastante debilitada.

A criança teve vômitos frequentes e piora no quadro clínico, “rapidamente evoluiu para óbito”, pontuou a Sesau. Ainda foi feita tentativa de reanimação por 40 minutos, mas sem sucesso.

Polícia investiga o caso

A mãe contou na Depca (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente) que, na última quarta-feira, a filha passou a reclamar de dores abdominais e a mulher levou a criança à unidade de saúde por volta das 15 horas, onde foi pedido exames de urina e sangue. Foi ministrado para a menina dipirona e soro.

Ainda segundo o relato da mãe, a criança foi liberada para ir para casa, mas ela afirmou que não teve acesso aos exames que a filha fez na unidade de saúde. Já na madrugada dessa quinta-feira, por volta das 3 horas, a criança começou a passar mal novamente sendo levada pela mãe à UPA.

Na unidade de saúde, o atendimento teria demorado cerca de uma hora, segundo a mãe da menina. Novamente a médica teria recomendado o uso de soro, sendo feito também exames de raio-X. Logo após o exame, a criança começou a espumar pela boca, tendo 5 paradas cardíacas.

Foi tentada a reanimação, mas a menina acabou morrendo. A mãe disse que a filha era alérgica à azitromicina e que havia tomado todas as vacinas. O caso foi registrado como morte a esclarecer e é investigado na Depca.

Jornal Midiamax