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Polícia

Rapaz matou namorado a facadas após descobrir nome verdadeiro da vítima em Campo Grande

Ele se apresentou e alegou que agiu em 'legítima defesa'; polícia investiga requintes de crueldade.
Renata Portela -
Rapaz se apresentou acompanhado da defesa (Foto: Stephanie Dias, Midiamax)

O rapaz de 24 anos que confessou o assassinato de Devanir Paltanin, 46 anos, na última quinta-feira (24), contou à polícia que mantinha um relacionamento com a vítima há quase 5 meses. Ele alegou que agiu em legítima defesa, mas foram identificados resquícios de crueldade na cena do crime, que segue em investigação.

Conforme a delegada Franciele Candotti, da 7ª Delegacia de Polícia Civil, o acusado contou que conheceu Devanir por um aplicativo de relacionamento. Ali, os dois conversaram e começaram a namorar, mas a relação era mantida em segredo, já que a família do rapaz não sabia da orientação sexual.

Delegada Franciele Candotti (Foto: Stephanie Dias, Midiamax)

No depoimento, o rapaz teria dito que Devanir mentiu o nome e dizia que se chamava Roger, mas o autor descobriu a verdadeira identidade. Naquela quinta-feira, os dois teriam usado drogas na casa do rapaz, na Vila Bordon, e tiveram uma discussão por causa da mentira da vítima.

Foi então que o acusado teria partido para cima da vítima, por duas vezes. Nas duas ocasiões em que foi empurrado, Devanir ainda tentou abraçar o rapaz, para conciliar, mas a briga seguiu. No relato do acusado, ele disse à delegada que Devanir se apossou de uma faca de churrasco e tentou golpeá-lo.

Vítima foi morta a facadas

O rapaz contou que acabou segurando a faca, quando sofreu ferimentos nas duas mãos. Depois, usou a arma branca para golpear a vítima, que morreu no local. A delegada Franciele pontuou que foram identificados vários ferimentos no corpo de Devanir, aparentando que alguns tenham sido causados após a morte, fato que o rapaz nega.

Um corte profundo no pescoço e outro na panturrilha teriam sido feitos quando a vítima já tinha morrido, indicou a Perícia. Corte no pescoço também indicou para os peritos uma possível tentativa de esquartejamento, fato que o rapaz também negou. Há suspeita de que ao menos três facas foram usadas no crime, sendo uma faca grande, uma pequena e um cutelo.

O cutelo foi apreendido, tinha sido lavado e deixado na pia da casa. Já as outras duas facas ainda não foram encontradas e teriam sido jogadas em um córrego na região. Após o crime, o suspeito procurou o pai, contou que teria feito algo grave e depois ‘desapareceu’. O homem, que é servidor público, foi até a delegacia e relatou o caso.

Devanir foi brutalmente assassinado (Foto: Reprodução, Facebook)

As equipes policiais então foram até a residência do rapaz, onde Devanir foi encontrado morto com várias facadas, nu e com o corpo coberto por um cobertor. O caso segue em investigação como homicídio qualificado com emprego de veneno, fogo, explosivo, asfixia, tortura ou outro meio insidioso.

Ouvido, o rapaz foi liberado por não haver requisitos suficientes para a preventiva, já que ele confirmou que deve cooperar com as investigações. No entanto, segue em apuração a condição dos ferimentos na vítima e o rapaz pode ser novamente questionado.

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