Polícia

Mandante de atentado contra o Gaeco volta a ser preso em Campo Grande ‘fugindo’ do PCC

Ele tem mandados de prisão em aberto e está fugindo da facção

Renata Portela Publicado em 10/01/2022, às 14h19

Veículos foram incendiados na época no atentado
Veículos foram incendiados na época no atentado - (Arquivo)

Na noite de domingo (9), homem de 43 anos foi preso em flagrante por porte ilegal de arma de fogo, na região da Chácara dos Poderes, em Campo Grande. Com extensa ficha criminal, ele já cumpriu pena por um atentado contra o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) em janeiro de 2004.

De acordo com a Polícia Militar, equipes foram chamadas após denúncia por violência doméstica e, no local indicado, tiveram a entrada liberada pela esposa do suspeito. Na casa, foi encontrada a arma de fogo, um revólver calibre 38, sem registro. O homem confirmou que era proprietário da arma e alegou que era uma herança do avô.

Além disso, os policiais constataram que havia contra o suspeito três mandados de prisão em aberto, por tráfico de drogas. Ele foi detido em flagrante e encaminhado para a delegacia, onde foi arbitrada fiança de R$ 5 mil, que não foi recolhida.

Preso, o homem alegou que sabia dos mandados de prisão, mas que estava fugindo por ter um desacerto com o PCC (Primeiro Comando da Capital). Ele disse que não é faccionado, mas que denunciou um esquema de tráfico da facção, por isso estaria sendo perseguido. O MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) concordou com a liberdade provisória, em caso de pagamento da fiança arbitrada.

Atentado contra o Gaeco

Em fevereiro de 2013, o suspeito foi detido após ser condenado a 5 anos e 4 meses de reclusão, em regime fechado, pelo atentado que destruiu 5 veículos estacionados no pátio da Procuradoria-Geral de Justiça, em janeiro de 2004.

O homem teria contratado três comparsas para incendiarem os veículos oficiais, como forma de represália por ser investigado pelo Gaeco, por adulteração de combustível. Esta foi a primeira ação criminosa registrada contra a Instituição.

Em 2017, o acusado voltou a ser preso, desta vez em ação da Polícia Federal contra o tráfico de drogas. Ele tem várias passagens pela polícia.

Jornal Midiamax