Polícia

Líder do tráfico, filho de ex-deputado, é preso com quase mil quilos de cocaína no Paraguai

Operação chamada de “Navis” tem objetivo de desmantelar organização criminosa internacional

Karina Campos Publicado em 09/01/2022, às 13h04

Filho de ex-deputado do Paraguai é suspeito de ser chefe do tráfico de organização criminosa.
Filho de ex-deputado do Paraguai é suspeito de ser chefe do tráfico de organização criminosa. - (Foto: Divulgação/Senad)

A Secretaria Nacional Antidrogas do Paraguai divulgou neste domingo (9) a prisão do suporto líder de tráfico internacional Fernando Henrique Balbuena Acunã, também conhecido como “Riki”, filho do ex-deputado Elvis Balbuena, com 947 quilos de cocaína, no Paraguai, fronteira de Mato Grosso do Sul. A polícia apreendeu malas com drogas que deveriam ser entregues a “mulas”, nome dado para pessoas que fazem transporte do material.

Conforme a polícia, a prisão aconteceu simultaneamente em seis cidades, mas o suspeito foi preso em Eusebio Ayala, em uma casa luxuosa. Segundo o portal ABC Color, Fernando é chefe do tráfico de uma organização criminosa que trafica para o Brasil e na Europa. Além da fronteira, transportavam as cargas por rotas hídricas, entre o Paraná e demais países vizinhos.

No momento da prisão, a equipe encontrou malas carregadas com cocaína, em uma fazenda localizada a 200 metros da casa. Carros de luxo e dinheiro também foram apreendidos.

A operação chamada de “Navis” tem objetivo de desmantelar a organização criminosa no país que atua como uma das principais no tráfico de drogas do mundo. A equipe trabalhou durante seis meses, constatando as rotas, esconderijos, integrantes e destinos em que as drogas eram enviadas.

Prisões

Em 2021, o suspeito havia sido investigado pelo furto de um transportador de máquinas pesadas. O proprietário procurou a polícia e horas depois o maquinário foi encontrado em um trator-reboque. Dois homens que conduziam o veículo foram detidos, inclusive Fernando, que estava escoltando o caminhão. Ele foi liberado em seguida por falta de provas no envolvimento.

Jornal Midiamax